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Excesso de umidade e calor prejudica lavouras de soja

11/12/2015 - Por Jornal Semanal
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Alta incidência de fungos obriga produtores a fazerem o replantio da cultura
Clima atual favorece o surgimento de doenças fúngicas
Muitos produtores de soja de Três de Maio estão tendo de fazer o replantio da cultura em suas lavouras. O motivo: a alta incidência de fungos no solo, que atacam a planta recém-emergida e acabam a matando.
O plantio de soja no município começou em outubro. De acordo com o escritório municipal da Emater/RS-Ascar, no total, 25.500 hectares deverão ser plantados, com expectativa de produtividade de 45 sacas por hectare. Até agora, 97% da área foi cultivada. No ano passado, no município, a área total foi 500 hectares menor, e a safra fechou com uma média de 43 sacas por hectare, número que ficou dentro do esperado.
Umidade e calor excessivos
Chefe do escritório municipal da Emater, o técnico em agropecuária Leonardo Rafael Rustick diz que a soja está, neste momento, na fase inicial de desenvolvimento vegetativo.
O recente clima de umidade e calor excessivos preocupa, uma vez que é favorável à incidência dos fungos. Alguns produtores, inclusive, estão tendo de plantar não só uma segunda vez, mas também uma terceira, uma quarta. "A soja, por ser uma cultura de verão, exige umidade e calor, mas dentro de uma condição normal. Hoje, o que há é um excesso. Não dá tempo nem de a terra secar e já chove de novo, e, com a terra úmida, isso favorece o aparecimento de doenças fúngicas. São fungos de solo que existem na terra e a atacam, atacam a semente e acabam matando a planta recém-emergida", diz Leonardo, complementando que os principais tipos verificados são a fitóftora (Phytophthora sojae) e a Rhizoctonia. "Depois que as plantas estão em um tamanho maior, esse fungo de solo não ataca mais", acrescenta.
Leonardo explica que, em função do fenômeno climático El Niño, as chuvas estão muito acima da média do período. Em Três de Maio, só na forte chuva da última quarta-feira, 9, foram 72 milímetros, segundo a Comercial Agrícola Manjabosco - nos outros dias de dezembro, 2 milímetros no dia 1º, 25 no dia 2 e 67 no dia 4. Em novembro, foram 277 milímetros na cidade.
Ele diz, quanto à prevenção aos ataques dos fungos, que depois de a lavoura estar plantada não há um produto que possa ser aplicado, mas que o recomendável é que, antes do plantio, o produtor faça um tratamento da semente por meio de fungicidas. "O número ideal para se ter uma boa produtividade é de 300 mil plantas por hectare, por isso muitos estão fazendo o replantio", finaliza ele. A previsão é de que o plantio de soja no município seja concluído até o próximo dia 20.

Lavouras são prejudicadas pelo excesso de chuva

FOTOS: DEISE FROELICH/EMATER



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