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Questão de Tempo

24/12/2015 - Por Jornal Semanal
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O filme - Questão de tempo - é uma simpática comédia romântica britânica nada clichê, que faz bem assistir. Traz situações simples da vida de um rapaz generoso, um pouco tímido, mas que tem a oportunidade de corrigir seus tropeços voltando no tempo.
Não há excepcionalidades no filme, exceto pelo curioso dom que os homens daquela família têm em viajar ao passado e, o fazem buscando serem melhores do que foram. Aspecto que dá um tom lúdico ao enredo, afinal, quem não gostaria de poder voltar atrás, tomar decisões mais assertivas, agir melhor com as pessoas ou se sobressair em situações de conquistas? No filme isso é permitido ao protagonista que é um jovem normal, de uma família tranquila e amorosa cultivando o bom convívio familiar e buscando a felicidade nas pequenas coisas do cotidiano. 
Os filmes que fazem bem à alma apresentam saídas humanas, tocam a psique trazendo motivação, leveza e alegria para as pessoas saudáveis. Mas, filmes bons podem gerar angústias, críticas e conflitos em pessoas fixadas nos seus complexos ou padrões rígidos. Filmes saudáveis devem ser vistos mais de uma vez para que se compreenda em que ponto individual a emoção é tocada, para assim, aprofundar o aprendizado que os personagens nos brindam. Bons filmes trazem abertura da mente, possibilitando aos telespectadores resgatar a própria sensibilidade e a percepção interna das emoções e intuições. 
Sobre o tempo vivido de cada pessoa é interessante sentir, sem se apegar. Hábitos e repetições constantes tendem a absolutizar pontos de vista e enrijecem a sociedade. Quando tudo se torna igual para si, torna-se regra para julgar aos outros. Logo, deste pequeno universo familiar/profissional/social faz-se a leitura do mundo e o fechamento para o novo. Os indivíduos se repetem conforme a regra local e a própria castração é reforçada.
Protágoras (490-420 a.C) expressa muito bem a noção de relativismo ao afirmar que o homem é a medida de todas as coisas. Por isso, compreendo também o quanto a limitação humana é perigosa para o próprio  indivíduo e para a sociedade. Ao contrário, quanto mais o indivíduo expande a si, menos diminui os que estão a sua volta. Fixa-se menos nas falsas garantias, corre menos riscos de reduzir o mundo (ou o Brasil) nas notícias plantadas na mídia. Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais conhecemos o mundo. Mas o contrário, também é verdadeiro porque a verdade depende da experiência pessoal que confirma ou contradiz cada escolha, trazendo paz ou conflito psíquico. Fato é que a medida do homem advém do seu universo interno. Qual o tamanho do seu?





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