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Notas Sandro Rambo

22/01/2016 - Por Sandro Rambo
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Nesta semana, abro espaço da minha coluna para reproduzir o artigo de David Coimbra - publicado na Zero Hora de 11 /01/2016 - Pág. 47. Vale a pena a leitura e uma reflexão.

VIVA  A INTOLERÂNCIA 
  Passei um pacote de dias no Brasil. Pouco, mas o suficiente para comprovar como certas pessoas estão preocupadas com a intolerância. "Mais tolerância", pedem. "Ai, quanta intolerância". É bonito clamar por tolerância. É como clamar pela bondade ou pela paz. Já eu estou orgulhoso dessa intolerância do Brasil. Finalmente! Aqui, nos Estados Unidos, o sistema funciona devido à intolerância. Quem infringe a lei é punido. Ponto. Está estabelecida a igualdade.
  No Brasil, a tolerância histórica estabelece a desigualdade histórica. Há sempre justificativa para a tolerância. Ou o sujeito é coitadinho demais ou poderoso demais para ser punido. Ou se tem pena ou medo dele.
  O longo braço da lei, no Brasil, não é tão longo. Só alcança aquela que esperneia entre os coitadinhos e os poderosos - a classe média, tão odiada pelos governistas. Os poderosos, como o ministro corrupto ou o nababo assassino, esses estão muito acima do braço da lei (ou estavam), porque têm recursos para se defender. Os coitadinhos, como o punguista da Praça XV ou o menor que apunhala o médico, esses estão muito abaixo da lei. Não ficam na cadeia, são quase inimputáveis.
  Sente medo da lei apenas quem tem algo a perder com as penas da lei. Só os infelizes assalariados, tristes contribuintes que, além de financiar com seus impostos um governo ineficiente, ouvem desse mesmo governo que são a pérfida elite branca. E que são intolerantes, quando reclamam.
  Os governistas, tão intolerantes com a classe média e com a oposição, agora precisam desesperadamente da tolerância para existir. Seja tolerante, recomendam. Tolere um governo que:
 1. Soma 21 ministros denunciados, investigados ou presos por corrupção. Vinte e um ministros! Deve ser algum tipo de recorde.
 2. Leva, com sua presidente, 900 pessoas em comitiva para um evento em Paris. Novecentas! Deve ser outro recorde.
 3. Causou um rombo de R$ 120 bilhões nas finanças públicas.
 4. Mentiu na campanha eleitoral. O que foi admitido pelo próprio Pai Lula.
 5. Inchou a folha do Estado com a contratação de 235 mil funcionários, isso só os concursados.
 6. Corroeu de corrupção a maior empresa da América Latina, a Petrobras.
 7. É suspeito de ter promovido corrupção nos Correios e Telégrafos, na Eletrobras e nos fundos de pensão.
 8. É suspeito de praticar corrupção ao captar recursos para campanhas.
 9. Fez acordos com as ditaduras mais espúrias do mundo.
 10. Usou o BNDES para financiar empresários amigos, como Eike e Odebrecht.
 11. Gastou bilhões de dólares para construir quatro estádios onde praticamente não há futebol.
 12. Está investindo outros bilhões para patrocinar uma Olimpíada numa cidade em que os hospitais estão falidos.
 13. Falhou no controle sanitário e permitiu epidemias.
 14. Tem o seu líder no Senado preso.
 15. Tem dois tesoureiros do seu principal partido presos.
 16. Tem o ex-presidente do seu principal partido preso.
 17. Faz uma proposta ideológica de mudança no currículo escolar, acabando com o estudo da história antiga e medieval, e eliminando o estudo dos clássicos da literatura ocidental.
18. Conduz a economia de maneira que a inflação chegue a dois dígitos, que o dólar estoure os R$ 4, que mais de 1 milhão de pessoas percam seus empregos e que empresas comecem a demitir e a falir.
  Um governo com tal desempenho precisa, sim, e muito, de tolerância.
  Seus bajuladores precisam de tolerância.
  Nenhum outro povo toleraria. Só os tolerantes brasileiros.
  Sejam, pois, intolerantes, brasileiros! Não deem trégua a eles! Não acreditem nessa conversa de que todos são iguais na desonestidade! Não acreditem que o prejuízo de vocês é o benefício dos pobres! Não acreditem que, saindo um ruim, entrará outro pior! Chega, basta e fora! Viva a nova intolerância brasileira!

Texto de David Coimbra - Zero Hora de 11 /01/2016 - Pág. 47



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Comentários

Valdir Elmar Damm
25/01/2016
Digite sua mensagem Caro Sandro:na edição passada vi com pesar a nota de falecimento da sra Alci Tomazi, minha primeira professora e de varias gerações de jovens ,que hoje estão espalhados por este país,sempre espelhados nos seus ensinamentos.Condolências a familia.
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