Sábado, 17 de novembro de 2018
Ano XXX - Edição 1533
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

Visão de futuro x investimento seguro

22/01/2016 - Por Jornal Semanal
Tweet Compartilhar
Jaime Ademar Mattiazzi*

  Assoberbados pela carga de trabalho e atividades ou pelo excesso de informações diárias, seja por internet ou pela mídia convencional, somos condicionados a pensar só para o presente. A visão de médio e longo prazo, para todas as decisões, é dificultada pelo frenesi permanente. Todos reconhecem e comentam que 'cada vez se corre mais'. A instantaneidade das comunicações de dados, imagens e voz cria nas mentes uma quase necessidade de só estar 'ligado' no agora, para não ficar fora da onda ou dos comentários ou dos assuntos que rolam no dia a dia. O raciocínio em profundidade, e por consequência, o planejamento de médio e longo prazo, é atitude somente de poucos.
  Mas, é necessário fazer projeção e buscar definir uma visão da realidade que vai nos cercar dentro de um, dois, três, dez anos, enfim, pensar 'lá na frente', sob pena de perdermos grandes oportunidades de vida, de bons negócios, de excelentes investimentos. Sim, porque a vida não para. A economia reduz o ritmo, porém, obedecendo aos ciclos, voltará a crescer, e quem estiver preparado para o que vem lá adiante, estará em vantagem e segurança.
  Estes conceitos e reflexões se aplicam com muita propriedade e exatidão na área imobiliária. Referindo-se especificamente a cidades de nossa região, como Três de Maio, Horizontina, Santo Cristo e Santa Rosa, sem menosprezo a outras comunidades de atividade econômica pujante, o investimento em imóveis se apresenta como o porto seguro para os investidores. Tem sido assim ao longo dos séculos: os patrimônios pessoais e públicos são representados, principalmente, pelas edificações, pelas cidades, por sua arquitetura, por seus espaços bem planejados. Muito raramente o preço dos imóveis cai. É o caso em situações de calamidade ou grandes mudanças ambientais ou de entorno do imóvel.       Na normalidade, os imóveis mantém valor, ou acompanham a evolução de preços conforme a inflação, ou valorizam significativamente muito além da inflação. Isto de valorizar bastante depende de aumento de demanda, ou em situações de risco no mercado financeiro, quando os investidores ficam inseguros quanto a manter seus recursos em casas bancárias. 
  Nossas cidades estão sempre acrescendo população. A migração do interior dos municípios para a sede ou para cidades-polo vizinhas vem acontecendo - tendência mundial - pela escassez de mão de obra no campo, pela progressiva aplicação de mais genética e tecnologia e pelo atrativo que os centros urbanos oferecem aos agricultores, aos jovens, principalmente. 
  Está se confirmando, também, uma tendência curiosamente inversa: pessoas que tem  razoável a alto nível de vida, estão migrando dos grandes aglomerados urbanos para cidades de pequeno porte, na busca de mais segurança, mais sossego, mais respeito a individualidade. Assim também, empresas de determinados ramos optam por se estabelecer no interior do Estado, por razões que não cabe aqui discorrer.
  Então, precisamos construir mais unidades residenciais, mais lojas e salas comerciais e de serviços, mais edifícios para variados fins, como restaurantes, auditórios, hotéis, escolas, praças, de modo a atender as demandas suscitadas pelos fenômenos mencionados. E os imóveis que deverão ser ocupados em médio e longo prazo, devem ter seu início agora. É a roda girando, porque nossa civilização não para.  

*Engenheiro Civil 



Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

09/11/2018   |
19/10/2018   |
11/10/2018   |
05/10/2018   |
28/09/2018   |
21/09/2018   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS