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Qual é a sua música?

12/02/2016 - Por Jornal Semanal
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Que identificação acontece com as letras musicais?  Estamos constantemente em dinâmicas de identificação, inclusive com letras musicais que refletem nosso pensar, agir e ser na vida. Assim, as identificações conscientes ou inconscientes, nos determinam.

Quando a identificação é saudável leva o indivíduo à maturidade, promovendo vida, expansão natural da própria personalidade e capacidade de ação social. 
Mas, quando não é saudável é complexual, logo não é autêntica e leva a alienação e falsificação do próprio indivíduo.  
Correspondendo assim, aos complexos de infância e também aos memes que são clones ou vírus. Os vírus psíquicos se hospedam na mente humana, eles estão espalhados nas músicas, nos filmes pela televisão e internet.  Para nãose deixar clonar a saída é a permanente atenção ao corpo e suas variações internas diante das letras de música que colam na mente. Também as notícias ou imagens de sofrimento que não sai da cabeça, além de ambientes físicos que desviam o indivíduo da sua autenticidade. 
O caminho para liberdade existencial é a própria autenticidade. Ser autêntico é colocar-se conforme se é de verdade, não em condicionamentos externos motivados por necessidade de aceitação, mas conforme o próprio projeto de origem. 

Quem determina o sucesso de certas músicas e não de outras? - As músicas seguras comercialmente ressoam na economia, assim funciona a chamada "indústria cultural" que a massa sustenta sem posicionamento crítico. A responsabilidade é de cada indivíduo que escolhe consumir e depois, ser consumido ao que lhe é proposto. Depois que escolheu vive aquela intencionalidade ao vazio, sem margem para crescimento como pessoa. Esta falta de posicionamento crítico é resultado da alienação de cada um que "copia e cola", que se submete para pertencer ou aparecer a qualquer custo.
A necessidade de pertencimento constitui o ser humano desde seu nascimento e não se pode fugir a isso, mas quando o sujeito fica obcecado perde a relação natural. Logo, a escolha de espaços de pertencimento deve ser pautada no critério da vitalidade, na ampliação de identidades autênticas.  
Viver dentro de si as músicas que exaltam da sexualidade, a repetição continua em palavras do ato sexual é a mais pura negação da inteligência humana em detrimento de fixações sexuais. Ideias fixadas na fantasia do sexo como algo absoluto na vida. Nestas letras a condição humana é reduzida ao exibicionismo e as mulheres como objetos de sexo. Além disso, reforça elos de dependência infantil em nome de uma relação sexual ou de falso amor, toda patologia é mascarada em nome de um outro qualquer. 
Os valores que formam uma pessoa promovem responsabilização sobre a vida, e claro, dão certo trabalho porque apontam para o aprimoramento. Formar-se pessoa significa ser para si, não seguir a massa escravizada em condicionamentos comerciais alienantes. Onde está a boa música? Aquela que posiciona o indivíduo na própria sensibilidade, inteligência e prazer?




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