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Dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda...

11/03/2016 - Por Jornal Semanal
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Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas
Vejam como é forte a que eu conheço
Sua sapiência não tem preço
Satisfaz meu ego se fingindo submissa
Mas no fundo me enfeitiça

Na década de 80 Erasmo Carlos fez sucesso com essa letra. Nela encontramos a verdade da força feminina, do poder que as mulheres têm na relação com os homens, da dependência deles com as mulheres e do jogo de submissão ao masculino que resulta num estado de ambivalência interno. 
Os papéis construídos para mulheres e homens na sociedade ainda trazem a herança das cavernas e fazem função no inconsciente da humanidade. Naquele período os homens iam à caça, enfrentavam as feras e as mulheres geravam e cuidavam da prole. Cada um fazendo seu papel para manutenção da vida e da espécie. 
O mito religioso sobre a criação da mulher diz que primeiro veio o homem e depois, um derivado da sua costela,  que cede à tentações e é responsabilizada pela expulsão do paraíso. 
Séculos depois, com a inteligência humana bem mais desenvolvida os homens não correm mais riscos com as feras para conseguir alimento. A batalha para manutenção da vida ocorre de outras formas. Tão pouco as mulheres precisam ficar protegidas dentro das cavernas e submissas ao homem para terem alimento para si e seus rebentos. 
Do mito de Eva veio à razão e por longos séculos os filósofos condenaram a mulher por não compreendê-la até que Freud começa estudá-las. A partir daí muita coisa mudou e precisa continuar mudando, para que a inteligência da mulher ocupe seu lugar e contribua para um mundo melhor. 
Simone de Beauvoir na década de 50 escreveu:
"Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino." 
Hoje, mais de meio século passado, a realidade externa é outra. Mas a realidade inconsciente de muitas mulheres ainda trazem a 'caverna', o homem como necessidade, jogando em submissão e colhendo frustração. Falta ainda se conhecer em verdade, para usar a própria força de modo útil e funcional, coerente com a graça de vida. 



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