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Desemprego: Dói? Recomeçar ajuda!

18/03/2016 - Por Jornal Semanal
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Alyne Regina Eichelberger Rech* 

Convivemos atualmente com uma série de situações delicadas. Um dos tantos problemas vem a ser o desemprego. Este traz intensos problemas em muitos aspectos do meio social. Faltam empregos para os mais jovens, sob o pretexto de falta de experiência. Da mesma forma, carecem empregos para os mais velhos, sob o pretexto de que com a idade não se tem mais energia para fazer render.
Sem dúvidas, ver-se desempregado é uma das piores coisas que pode acontecer a uma pessoa. Traz uma série de significações subjetivas... sentimentos de desvalia, inutilidade, dependência, receio de ficar sem moradia, sem comida, sem vida social, sem reconhecimento, sem nada! 
Os trabalhadores desempregados engajados na procura de um trabalho são sem dúvida mais propensos a ter pior saúde mental. Em meio aos males na saúde física e mental, podemos destacar a insônia, pensamentos confusos e pessimistas, ansiedade, irritabilidade, cansaço, sono além do habitual, dores no corpo, hipertensão, maus hábitos alimentares, depressão... uso exagerado de álcool e outras drogas. Os relacionamentos pessoais também sofrem intensa pressão resultante do desemprego. Além disso, a pessoa pode isolar-se devido ao constrangimento de sua situação. 
Diante de todas as dificuldades suscitadas neste momento, cabe as pessoas mais próximas ao desempregado ficarem atentas diante da má saúde mental. Não raro, alguns casos, podem precisar de ajuda médica. Contudo o apoio dos mais próximos é um dos fatores essenciais para superar essa fase.
A dica fundamental é se permitir sentir tristeza! Lembre-se sempre de que momentos difíceis também existem. Como todo ser humano, você tem direito de se sentir triste. Entretanto não se afunde nessa tristeza. Ocupe seu tempo livre. Converse, troque informações, crie uma nova rede de contatos. 
Outra sugestão é praticar exercícios. Tal hábito libera hormônios que proporcionam sensações agradáveis, ajudando a melhorar a saúde física e mental. Organize seu dia - quando vai praticar exercícios, procurar um novo emprego, descansar, ficar com a família... Organização mantem a mente sã.  
Para completar, convém salientar a importância da flexibilidade. Levando em conta a situação atual do país, pode ser que você não consiga um emprego que se encaixe exclusivamente na sua área. No entanto, sempre existem outras oportunidades. Considere mudar! Analise a necessidade de aperfeiçoar-se e explorar todos os seus dons. Não tenha dúvidas: você é capaz de dominar múltiplas atividades. Vale até analisar enfrentar um desafio numa nova cidade. 
Para finalizar: Se a demissão for o seu caso, mesmo achando que seu mundo desabou e que a empresa foi injusta com você, use sua inteligência emocional a seu favor. Lembre-se que a vida nem sempre é justa, tampouco os empregadores. Mantenha sua cabeça erguida, estenda seus olhos, pense no futuro e agradeça ao seu chefe pela oportunidade dada a você de ter feito parte da empresa. Agradeça aos colegas os aprendizados e a experiência vivida. Por um tempo determinado, essa empresa muito lhe acrescentou. Não seja hipócrita, afinal, coisas boas também existiram nesse percurso. 
Um dia após o outro, tudo muda, tudo se transforma. O mundo, as pessoas, o trabalho, as oportunidades, inclusive, você! 
Seja feliz! Bora recomeçar. 

*Bacharel em Psicologia pela 
Faculdade Setrem de Três de Maio - CRP 07/24059
Formação em Coaching através de Dulce Magalhães, 
certificadora Global Internacional "Accreditation Board for Coaching"






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