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RENASCIMENTO

24/03/2016 - Por Jornal Semanal
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A Páscoa é uma celebração cristã em homenagem a ressurreição de Jesus Cristo. A origem do termo, Páscoa se originou a partir do latim Pascha, que por sua vez, deriva do hebraico Pessach / Pesach, que significa "a passagem".
A passagem de Cristo e a ressurreição para vida eterna também nos servem  como uma metáfora da vida física e psicológica. Cada ser humano tem sua  passagem, seus ciclos de vida e morte, e seus renascimentos. 
Renascimento ou Renascença também foi chamado o período histórico cultural que desenvolveu o Humanismo. A Itália foi o berço do Renascimento nos sec. XIV a XVI. A atitude humanista renascentista diante do mundo e da vida reagia aos ideais dogmáticos da Idade Média, valorizando a dignidade do espírito humano e reintegrando o homem ao mundo da natureza. O homem passa então a ser valorizado e reconhecido nos talentos e potencialidades, além do resgate do valor da natureza humana e sua existência.
O renascimento psicológico, como Renascimento cultural, é um resgate do humano que existe na pessoa, uma liberdade de existir conforme a própria natureza, diluindo problemas com a queda de falsos eus, ou a queda dos véus que encobrem a própria verdade existencial.  
Toda grandeza humana conheceu um estado de dependência, de inferioridade, de crise. O que não é sinal de debilidade, mas a base para um reposicionamento e uma retomada da vida. Encontramos dentro de nós os vários sentidos de uma vida. Assim, não é vergonha mergulhar em si para extrair a própria grandeza e desconstruir hábitos nocivos, fantasias destrutivas e fantasmas do passado. Mergulhar em si, num processo de psicoterapia, de autoconhecimento é dar autonomia e liberdade à própria mente humana permeada de ilusões e distorções formada pelo meio externa, que envia para a consciência uma visão da realidade parcial ou obscurecida. Os momentos depressivos ou uma depressão  expressam a perda ou a falta de sentido próprio. Assim como, a ansiedade que antecipa neuroticamente o futuro e não permite ao sujeito viver o aqui-agora, as alternativas e oportunidades do momento presente.  
O renascimento ou o nascimento do Eu podem ser contínuos na pessoa que faz abertura à vida, colocando-se presente e assumindo a responsabilidade pela própria existência. É preciso tomar posse da vida e não dar a posse de si aos comandos externos. A vida pede presença, fluidez e ação para resgatar a própria natureza e compreender cada momento, cada ciclo de morte e ressurreição. Pede ainda respeito e desenvolvimento dos próprios potenciais, fidelizando-se com eles, para depois, ter o que oferecer aos outros. 

"Quando tudo parece perdido
Escuta a vida 
- o silêncio da vida murmurando -
Poderei sorver minha seiva
Sob o áspero pó das ruínas"
José Paulo Moreira da Fonseca




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