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Como se forma um ídolo?

24/03/2016 - Por Jornal Semanal
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Gustavo Griebler*

Passado o primeiro Grenal do ano, resultado zerado que não permite a flauta de nenhuma das partes, podemos fazer algumas análises. Na verdade a análise que quero fazer é a falta de um jogador que por quase oito anos teve os holofotes voltados para si quando entrava em campo. Sim, Andres Nicolas D'Alessandro. O camisa 10 colorado que levantou várias taças e colocou-as no armário do Beira-Rio. Formar ídolos no Brasil e em especial no Rio Grande do Sul é difícil, mas um argentino conseguiu isso com uma nação colorada. E o que é mais marcante em um ídolo: criou respeito na torcida adversária.
Em um país como o nosso, eu particularmente já estou acostumado que dificilmente um professor será ídolo. O ídolo que aqui formamos são jogadores de futebol, cantores, atores e atrizes, entre outros. São os midiáticos. Mas temos de ver as qualidades dessas pessoas. D'Alessandro sempre mostrou um amor incondicional pelo clube que defendeu. Igualmente, uma raça (característica argentina) sempre marcou sua atuação em campo. E é isso que a torcida quer. Que me perdoem Giuliano, Tinga, Anderson, mas ídolo é o cara que se torna ídolo em um time e não vai jogar jamais no rival por respeito à torcida de origem. Independente do dinheiro ofertado. Vide Falcão, Renato Gaúcho, Fernandão, Ronaldinho, entre outros.
Por ocasião da saída de D'Alessandro do Inter, assim eu publiquei no Facebook: "A vida são ciclos. E no futebol não é diferente. Vai na boa, D'Alessandro. Foste o maior jogador colorado que vi jogar". Que me perdoem Valdomiro, Falcão, Fernandão, mas jogador como Andres Nicolas D'Alessandro talvez eu nunca mais veja novamente jogar no Inter, com sua entrega, sua paixão, seu amor a um clube no qual ele não cresceu jogando bola, não foi seu time de infância.
Já está fazendo falta o 10 do Inter, o cérebro maior desta geração tão vitoriosa que eu vi jogar. O time campeão da Libertadores de 2010 considero como um dos maiores que vi jogar. Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Guinãzu, Sandro, Tinga e D'Alessandro; Taison e Sóbis foi uma baita escalação. Não esqueçamos de Abbondanzieri, Giuliano, Andrezinho e Damião, reservas com participação decisiva.
O cérebro colorado argentino se eternizou na camisa que tenho e que uso com um 10 às costas e o meu nome grifado. Além do mais, a passagem de D'Alessandro pelo Inter ficará eternizada da mesma forma para mim, com uma camisa com um 10 às costas e um D'Alessandro escrito, presente muito especial da Aline.
Enfim, algumas vezes algumas pessoas querem voltar pra casa. E foi o caso dele.
 
* Mestre em Educação nas Ciências. Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e 
Coordenador Geral de Ensino Substituto do Instituto Federal Farroupilha - Campus Avançado Uruguaiana




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