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Cyberbullying

01/04/2016 - Por Arlete Salante
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   O texto a seguir é uma adaptação de algumas matérias da Revista Escola e tem por objetivo alertar professores, pais ou responsáveis. Crianças e adolescentes, sofrem ou atuam com atitudes perversas nas relação com seus colegas. Esses comportamentos podem marcar a vida de uma pessoa para sempre.

   Cyber bulling é o bullying que ocorre em meios eletrônicos, com  mensagens difamatórias ou ameaçadoras circulando por e-mails, sites, blogs, redes sociais e celulares. É quase uma extensão do que os alunos dizem e fazem na escola, mas com o agravante de que as pessoas envolvidas não estão cara a cara. Dessa forma, o anonimato pode aumentar a crueldade dos comentários e das ameaças e os efeitos podem ser tão graves ou piores.  A agressão pela internet é um tormento que faz com que a criança e o adolescente humilhados sintam-se inseguras.

   As motivações para bullying passam por querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. Isso tudo leva o autor do bullying a atingir o colega com repetidas humilhações ou depreciações. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e, para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima.

   Toda agressão tem também a sua origem. Os pesquisadores da área compreendem  que atos de bullying podem ter causas relacionadas a ambientes familiares agressivos. Justamente por isso, Adriana Ramos, pedagoga e doutoranda (Unicamp) alerta: "gestores e professores precisam construir na escola um ambiente sócio-moral baseados no respeito e em um relacionamento sadio, enfrentando e buscando uma revisão interna sobre a organização do ambiente escolar".

   A própria inclusão das famílias pode ser uma estratégia de combate ao bullying, mas não a única. Toda a escola - incluindo gestores, coordenadores, professores, funcionários, alunos e pais - precisa participar ativamente de processos de manutenção das relações interpessoais na escola. "Um aluno que não tem uma família considerada estruturada ou pais ausentes é justamente aquele que mais precisa de uma escola justa e respeitosa para seu desenvolvimento", alerta Ramos. Punir não é o melhor caminho para resolver problemas de bullying entre alunos. Outra estratégia é sensibilizar-se em relação ao agressor, não julgá-lo, mas procurar incentivá-lo a reconhecer seus próprios sentimentos, este personagem muitas vezes é negligenciado e apenas tratado como culpado. 

   É preciso deixar evidente para crianças e adolescentes que eles podem confiar nos adultos que os cercam para contar sobre os casos sem medo de represálias, como a proibição de redes sociais ou celulares. Quando o bullying ou o cyberbullying ocorrer às crianças e os adolescentes precisam ter a certeza de que vão encontrar ajuda. Muitas vezes, as crianças não recorrem aos adultos porque acham que o problema só vai piorar.

   Fica o alerta: acompanharem a qualidade dos relacionamentos das crianças e dos adolescentes. Pequenas perversidades de hoje, podem se tornar incorrigíveis amanhã. A sociedade violenta que temos hoje é o resultado da qualidade da infância e da adolescência de ontem, e independe da classe econômica e social.



Arlete Salante é psicóloga, psicoterapeuta, doutoranda em Psicologia e professora no curso de Psicologia na Setrem.

Psicóloga - CRP07/22612

Atendimento: TRÊS DE MAIO - Rua Horizontina n° 566 - F: 55 9970-8357


 




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