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Fechando o ciclo

15/04/2016 - Por Arlete Salante
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Sabemos que a vida é cíclica: o primeiro ciclo gira em torno de 9 meses dentro de um útero quentinho e, quando aquele ambiente fica desconfortável é hora de sair, e assim chegamos na Terra. O nascimento é  nosso primeiro enfrentamento com o novo. Vivemos fases de crescimento e desenvolvimento, entramos e saímos de ciclos percebendo ou não, sofrendo ou sentindo satisfação. Apenas uma coisa é certa: nada é permanente.

A vida compreendida como ciclos traz mais clareza e possibilidade de viver o aqui-agora, ou seja, o processo de unirmos tempo-espaço para percebermos o presente e, assim, sabermos cultivar o momento e os caminhos que levam aos frutos. 
   A vida é repleta de ciclos e mostra que precisamos flexibilidade psíquica para compreender quando um ciclo fecha e não negarmos a realidade que está fora do nosso controle, pois negando, sofremos mais. O desconforto aumenta com a ideia fixa ou o apego, afinal é o temos. Mas, a vida sempre reserva mais quando estamos conectados com ela. Esta compreensão serve para tudo. Só assim podemos transformar, viver o presente, investir em coisas novas, explorar outras potencialidades próprias.
   Nem sempre é fácil.  Perceber que uma amizade de anos já não têm mais a mesma sintonia, ou uma sociedade que vive mais momentos de conflitos do que sinergia, ou ainda quando um namoro ou casamento está esvaziado de sentido, uma profissão que já não traz mais realização. Saber que é o fim, é o começo da compreensão do que fazer ou deixar de fazer. Para depois perceber o novo que abre.
   Cultivando a própria liberdade somos fiéis a nossa consciência mais exata. Pode ser incomodo ter que reagir, se reposicionar, afinal, cada situação tem seus comodismos, seus laços estabelecidos. Abrir mão do útero quentinho é uma necessidade de vida, sem isso, damos lugar à morte. Morremos um pouco quando ficamos em relações ou situações não nutritivas, por obrigação, quando não nos identificamos mais.  Quando alguém rompe um ciclo desacomoda ou liberta outros, pode causar desconforto e incômodos. Porém, sendo o ciclo natural traz o respeito pela ordem da vida e, as mudanças beneficiam quem compreende e transcende o apego, o padrão fixo ou a memória do passado.  
   Assim, compreendendo que tudo tem um ciclo, sinto o momento de fechar o ciclo da coluna Psicologia na Prática que iniciou em setembro de 2014. Foi um tempo rico com reflexões e trocas com leito@s. Sou grata a cada pessoa deste ciclo. Ouvi relatos emocionantes que, além de me motivar, mostravam que eu estava no caminho certo. 
   Sigo escrevendo, articulando ideias, sensações e reflexões na tese de doutorado sobre psicologia feminina. O tempo das leituras dos trabalhos, o aprimoramento na língua espanhola, e tantas outras situações me fazem compreender o término deste ciclo. E você, que ciclos precisa fechar para que novos abram?
   Fica aqui minha sincera gratidão por você que compartilhou comigo deste lugar de reflexão. Estou a sua disposição em meu consultório, espaço sagrado de tocar as almas humanas para se transformarem, perceberem seu caminho, abdicarem de falsas crenças, diluírem seus complexos da infância, perceberem seus conflitos e optarem por suas fortalezas. Até breve!





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