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Percentual de produtores que futuramente pretendem abandonar a atividade chega a quase 40%

25/04/2016 - Por Jornal Semanal
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Alegria tem 191 produtores na atividade leiteira; rebanho é de quase 2,8 mil vacas. Setor é o que mais gera empregos diretos no município
Um trabalho inédito do escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Alegria fez o diagnóstico detalhado da atividade leiteira na cidade. O levantamento, que objetivou conhecer o quadro da atividade e a estrutura e caracterização dos sistemas de produção, foi realizado de 9 de outubro a 9 de março e incluiu visitas a todos os produtores. O resultado foi apresentado à comunidade local no último dia 4.
Sobre as perspectivas futuras, 7% dos produtores não pretendem continuar na atividade e 32% pretendem sair da atividade nos próximos sete anos. O trabalho mostrou que a atividade leiteira no município conta com 191 produtores, um rebanho de 2.760 vacas e uma produção diária de 32,7 mil litros. Nas visitas aos produtores, para a obtenção dos dados, foi utilizado um questionário composto por 45 perguntas objetivas, quantitativas e qualitativas.
A média de produção dos animais é de 11,9 litros de leite por dia, se levando em conta o total de vacas, e de 14,8 litros pelas vacas em lactação. Por outro lado, 85% dos produtores fazem silagem de milho, em área total de 614 hectares, enquanto a área de pastagens perenes ocupa apenas 303 hectares.
Em relação à comercialização, dez empresas compram leite no município e praticam preços entre R$ 0,60 e R$ 1,22 por litro.

Empregos diretos e ações futuras
Na apresentação do diagnóstico à comunidade de Alegria, também foram discutidas as perspectivas e o futuro da atividade leiteira no município. Ao analisar o aspecto econômico e social dos dados do trabalho, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Arlindo de Almeida afirmou que "a atividade leiteira desenvolvida em Alegria, apesar da redução de unidades de produção, é o setor do município que mais gera empregos diretos".
Cada uma das 406 unidades de trabalho familiar e das 18 unidades de trabalho contratadas possui, levando-se em conta o valor bruto de produção, uma rentabilidade média de R$ 27.118,82 anualmente, gerando assim um valor total de quase R$ 11,5 milhões por ano no município.
O engenheiro agrônomo destaca também que a atividade leiteira está entre as três prioridades de trabalho da extensão rural para 2016 no município. "O diagnóstico é um subsídio indispensável ao planejamento da ação de assistência técnica, assim como na elaboração de programas e projetos para os produtores de leite de Alegria", reitera.
Como encaminhamento, se propôs a priorização de ações que visem a mitigar os principais problemas identificados, o que deverá ser contemplado num Programa Municipal de Apoio à Atividade Leiteira, que contará com o apoio da Emater/RS-Ascar, administração municipal e entidades parceiras.

FOTO:EMATER/DIVULGAÇÃO

Confira a matéria completa no jornal impresso





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