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Campanha de Vacinação contra a Gripe começa nesta segunda

22/04/2016 - Por Jornal Semanal
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Vacina leva até quatro semanas para fazer efeito
Vírus pode se disseminar pelo ar ou se depositar em superfícies. 
Conheça formas de prevenção
A vacina contra a gripe garante imunidade ao indivíduo, mas é recomendável que, se possível, aqueles que compõem o público-alvo da Campanha de Vacinação procurem as unidades de saúde o quanto antes. Não só pelo risco de contrair a doença, diante, por exemplo, do surto de gripe A no País, mas também porque o tempo que a vacina leva para fazer efeito no organismo é de três a quatro semanas.
"Dentro deste período, a pessoa ainda é suscetível à infecção", observa, em entrevista ao Semanal, o pneumologista Jean Carlo Stumpf Zanette, também médico rotineiro da UTI do Hospital São Vicente de Paulo. Porém, passado este período, a pessoa já pode se sentir bastante segura. "A vacina tem eficácia próxima de 100%, aumentando a sua efetividade a cada dose anual adicional. Nos casos em que existe a imunidade, a pessoa está livre de contrair o vírus", complementa.
Ele também explica que, como o vírus da gripe é muito mutável, em geral um ano é o tempo de imunização garantida. Jean Carlo lembra que alguns vírus mudam mais, outros menos, mas que o melhor é não arriscar e sim atentar ao período de imunização. Por outro lado, não podem se vacinar pessoas com febre no dia da vacina ou alérgicas à proteína do ovo, um dos componentes da dose. Confira a entrevista completa com o médico pneumologista.

JORNAL SEMANAL - Quais são as formas de contrair a gripe H1N1?
JEAN CARLO ZANETTE - O vírus H1N1, como os outros vírus da gripe, é transmitido por meio do contato com gotículas de secreção expelidas pelos doentes. Estas gotículas contêm grande quantidade de vírus com potencial infectante, podendo se disseminar no ar e se depositar em superfícies (toalhas, maçanetas, talheres, mesas e muitos outros). Quando a pessoa entra em contato direto com as gotículas (olhos e via respiratória) ou indireto, isto é, quando pega um objeto contaminado e logo leva as mãos aos olhos, à boca ou ao nariz, pode se infectar. Em pessoas com algum problema de imunidade, o contágio é mais provável.
JS - Dentro disso, quais são as formas de prevenção?
JEAN CARLO - A forma mais segura e eficiente de prevenção é a vacinação. Posso ainda dizer mais: a vacinação repetida (isto é, anual) confere ainda mais proteção, pois aumenta a eficácia da imunização. Além disso, está entre as formas de prevenção a lavagem frequente de mãos, com água e sabão e álcool gel, não entrar em contato com doentes e tratar e isolar precocemente os pacientes com sintomas gripais.
JS - Quais são os sintomas? E eles diferem dos causados por outros tipos de gripe?
JEAN CARLO - Os sintomas iniciais não diferem dos sintomas causados pelos diversos tipos de vírus. Febre alta, geralmente acima de 38,3ºC, dor no corpo e articulações, espirros e tosse e dor de garganta e nos olhos podem ser sintomas comuns a todos os tipos de gripe. Podem ocorrer, ainda, vômitos e diarreia, especialmente nas crianças. Dificuldade para respirar e falta de ar já são sintomas de complicações (mais tardios) e, por isso, mais graves. O vírus H1N1 tem uma facilidade maior de infectar e se multiplicar no tecido pulmonar, causando mais complicações respiratórias.
JS - Quais são os componentes da vacina e como eles agem no organismo?
JEAN CARLO - A vacina é composta por fragmentos virais (vírus morto e não infectante) e pelo veículo, onde são diluídos. Um componente importante é a proteína da clara do ovo (quem tem alergia ao ovo não pode tomar a vacina). Estes fragmentos virais são inoculados no músculo do braço, criando uma reação do organismo que vai, então, produzir anticorpos.
JS - E como o senhor destaca a importância de a população aderir à Campanha Nacional de Vacinação?
JEAN CARLO - Primeiramente, é uma forma simples e gratuita de se prevenir de uma doença potencialmente muito grave. Além disso, vacinados não pegam gripe, ajudando no combate simplesmente por não alastrar a doença. Alerto ainda que é a forma mais eficaz e segura de prevenção, e que a vacina causa pouquíssimos efeitos colaterais, não tendo qualquer potencial de causar a gripe propriamente dita.

FOTO: MURIAN CESCA


Confira a matéria completa no jornal impresso





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