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Pedalada?

29/04/2016 - Por Jornal Semanal
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Gustavo Griebler*
Domingo, dia 17 de abril de 2016, foi um dia triste para o País. Independente do resultado da votação, que sabemos foi procedente à continuidade da ação de impedimento da presidente, é algo que um país não deve se orgulhar de passar. E o Brasil, que estava apagando isso da memória por conta do impedimento de Collor na década de 1990, agora volta a ter isso na sua história. O circo foi armado, muitos homenagearam parentes e outras pessoas, muitos assassinaram a língua portuguesa mesmo que em poucas palavras, o palhaço votou sério e pelo País. Pedalada fiscal? Será que sabem o que é? Será que sabem que foi por conta disso que a presidente estava sendo julgada por eles? Me parece que o nosso congresso virou uma grande palhaçada. Dizem que somos nós quem os colocamos lá. Sim, a grande maioria é que coloca. Isso é democracia. Mas a grande maioria talvez não saiba votar. Vota no mais bonitinho, no que parece mais com ele (o eleitor), no que promete uma coisa e talvez cumpra.
Não votamos corretamente. E não foram só os milhões de eleitores que votaram para Dilma, mas sim os milhões de eleitores de Aécio, votos em brancos e nulos. Erramos quando não nos inteiramos das propostas dos candidatos e não nos manifestamos. Erramos quando desligamos a televisão e dizemos que não queremos ver os políticos com as mesmas propostas. Erramos quando não assistimos à TV Câmara e à TV Senado para ver o que os políticos estão pensando e articulando para o futuro de nossa Nação. Depois, quando as coisas são feitas às escuras e vêm à tona saímos às ruas reclamando e queimando bonecos de políticos. Por que não nos inteiramos dos problemas antes? Por que não discutimos com eles quando era o momento? Por que não mandamos e-mails para os deputados e senadores em momentos que não estão acontecendo nada de extraordinário como o impedimento? Para nossos e-mails sobre o impedimento talvez eles nem deem bola mas para uma sugestão de projeto de lei talvez deem.
Outra coisa que talvez tenha de ser repensada em nosso País é a quantidade de mandatos. A vitaliciedade de um partido ou uma corrente partidária, em vista da grande quantidade de partidos atualmente existentes, não é algo muito saudável. Outro partido pode continuar os projetos do governo anterior e já que nossa estrutura governista é baseada em partidos políticos aos quais os políticos pertencem tem-se de pensar de uma maneira geral e para o povo e não em provento próprio. Eles são servidores públicos, mesmo que empossados por um período de tempo. E enquanto servidores públicos devem servir ao povo, pois é este povo que está, com seus impostos (e bote impostos nisso) pagando-os.
E, para encerrar, como não poderia deixar isso passar, digo isso pelo meu País, pelo meu Estado, pela minha cidade natal, pela minha cidade atual, pelos meus leitores, pelas pessoas que me amam, pelos, pelas, e além... almejando sempre um lugar melhor para se viver por todos.
* Mestre em Educação nas Ciências. 
Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e Coordenador Geral 
de Ensino Substituto do Instituto Federal Farroupilha - Campus Avançado Uruguaiana




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