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Em busca de direitos iguais: homens x mulheres

08/07/2016 - Por Jornal Semanal
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Ester de Souza*

Embora constitua um crime grave, em pleno século XXI, pode-se perceber que a violência contra a mulher persiste no Brasil. A mídia transmite diariamente notícias de agressões físicas, psicológicas e sexuais sofridas por elas, as mulheres.
Um ser que deveria ser tratado com todo amor e respeito sofre esses tipos de brutalidade, que muitas vezes são praticados por seus próprios companheiros, e abre-se, assim, uma ferida na sociedade brasileira.
Essa guerra não é de hoje, mas vem desde a antiguidade, em que a figura feminina era sinônimo de inferioridade, nunca se igualando ao poder masculino, seus deveres eram no âmbito  doméstico, não tendo livre arbítrio, ao serem dominadas pelos homens. 
E em muitas famílias, mesmo nos dias de hoje, prevalece esse conceito, de que o homem exerce poder sobre sua companheira, tirando dela todo e qualquer direito de ter voz, de se defender e de não aceitar o que é imposto pela figura masculina. Porém, um relacionamento afetivo deve ser baseado na igualdade e no respeito.
Mas, muitas mulheres apanham quietas e sofrem caladas, muitas vezes para não quebrar a velha tradição de que casamento é pra vida toda e acreditam que se mantendo em silencio irão preservar  a segurança dos filhos, o que é uma mera ilusão, pois os filhos também são vítimas da violência doméstica e podem se tornar futuros agressores, por crescerem vendo este tipo de atitude na própria casa. Já algumas mulheres não denunciam a violência sofrida por terem vergonha e medo de exporem suas feridas à outras pessoas.
Em virtude desses fatos, uma das formas de interromper ou ao menos minimizar  a violência contra a mulher  na sociedade brasileira, é ensinar  desde a infância, de forma que a criança cresça  tendo em mente a igualdade de respeito que deve existir entre ambos os sexos. 
E a mulher vítima de agressões deve procurar ajuda, denunciar e nunca, mas nunca deixar que isso continue,  elas  não são merecedoras disso. E para você, homem que agride, só uma pergunta: Você se acha mais homem agredindo uma mulher? 

*16 anos, estudante do Instituto Estadual de Educação Cardeal Pacelli, 
cursando o 2º ano do Ensino Médio




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