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A LEI DOS FARÓIS

15/07/2016 - Por Jornal Semanal
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Ocimar Arnemann*

A preocupação com a segurança sempre será louvável. A lei dos faróis acesos durante o dia já provou sua eficácia em vários países. Na Suécia, ela existe desde 1977, pois a luminosidade diurna é prejudicada por vários meses de inverno rigoroso .Desde 2008 , todos os fabricantes que quiserem vender seus veículos na União Europeia, precisam estar equipados com DRL (Daytime Running Light) ou :Farol de Rodagem Diurna.
E aí começa o grande equívoco da interpretação da lei e  a sua precoce implantação no brasil.
Precoce porque não há as placas orientando seu uso (e os estrangeiros?). Os fabricantes nacionais ainda não estão obrigados a adequar seus produtos à nova legislação (como as motocicletas). Os sistemas elétricos dos carros mais antigos sofrerão com a sobrecarga (justo agora que o extintor de incêndio não é mais obrigatório). Como os fabricantes foram obrigados em primeiro de janeiro de 2014 a produzi-los com ABS e Airbag, um sistema de acendimento automático das luzes ou mesmo o DRL faria isso de uma forma segura, através da gradual renovação da frota.
A equivocada interpretação da lei começa quando, no RS, não será aceito somente o DRL em funcionamento. Mas o sistema foi criado, estudado, testado e comprovado que é mais eficiente que o farol baixo, pois emite luminosidade concentrada percebida à longa distância. Obrigar que as luzes de posição traseiras ligadas é outro equívoco: O objetivo é evitar acidentes frontais. Multar quem se preocupa em não esquecer (para não causar acidente), colocando algum dispositivo de acendimento automático, já que o fabricante não o faz, é no mínimo sem sentido. Alegar alteração das características não procede, pois outras instalações permitidas tem maior influência: som, faroletes, engate de reboque...
Se o objetivo principal é diminuir acidentes frontais, onde está a parte governamental? Estradas duplicadas para uma frota 10 vezes maior do que tínhamos a 20 anos, daria resultado imediato e infinitamente melhor, já que 80% dessas colisões acontecem nas ultrapassagens. Se pelo menos houvessem mais 3ª faixa.
Sou favorável a tudo que possa evitar tragédias em nossas estradas. Mas como acreditar que a medida não será arrecadatória, se já tivemos kit de primeiros socorros, extintor que vai e volta, selo nos para-brisas, inspeção veicular (que é lei) não implementada. Até a lei dos faróis já tivemos no RS.
Como já sabemos, o Brasil tem uma das melhores constituições do mundo. Precisamos é aplicar as leis com bom senso.

*Empresário , Professor do Curso Técnico
em Manutenção Automotiva  da Setrem 





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