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Beber tá caro!

02/09/2016 - Por Jornal Semanal
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Gustavo Griebler*

Calma lá! Não é um alcóolatra e suas lamentações do preço do destilado. É uma constatação de alguém que consome as mais variadas bebidas e tem verificado que em muitas vezes o preço da bebida supera o da comida.
Pensando no trabalho que se dá uma coisa em relação a outra, ou seja, dá muito mais trabalho o feitio da comida do que a bebida, vejo que a coisa toda é injusta. Comida é recheada de ingredientes os mais variados e a bebida, com não mais do que três ou quatro coisas, você faz uma, e bem saborosa. E mesmo assim o processo todo é mais caro. Claro, muitas vezes a bebida vem de outros locais, passa por distribuição, transporte, ou seja, muitos atravessadores no meio até chegar ao seu destino, que é o consumidor.
Mas algumas coisas têm de ser pensadas, especialmente no preço praticado por muita empresa por aí, seja mercado, seja bar, seja conveniência de posto de combustíveis. Por que uma água tem tantos preços diferentes dependendo do lugar? Por que uma garrafinha da mesma marca e do mesmo tamanho pode ter tantos valores? Por que em um hotel custa seis reais, num fast food requintado custa 3,50, numa lancheria sem marca custe 2,50 e no mercado 1 real?
Beber em locais com requinte custa mais caro. Beber em botecos mal limpos, mal cheirosos, com pintura antiga é mais barato. Mas pensando bem, pouco me importa que  uma parede está mal pintada. Por que uma água tem que custar 1,75 real em um lugar e 4 reais no outro? Na mesma cidade, talvez no mesmo bairro? Ah, a marca do lugar onde você está bebendo. Mas a marca da água é a mesma! Sei, o dono do lugar tem que cobrar mais para manter a bonita pintura do local, a limpeza do local, o status do local! Bato na tecla: a água é a mesma!
Para não usar termos mais chulos, a gente se enraivece. A gente se enraivece tanto que desiste da água mineral e vai tomar uma água da torneira mesmo. Mas então nos lembramos que a água da torneira pode vir com coliformes os mais fecais possíveis, por mais que também paguemos e paguemos alto para a distribuidora de água para nos entregar a melhor e mais pura água, insípida, inodora e incolor, os três I's que aprendemos na escola.
Desculpe-me, leitor, comecei o texto comparando o preço da comida e da bebida e termino comparando os preços de água e a qualidade da mesma. Mas, realmente, algumas coisas são de nos tirar do sério e da serenidade. E pensar que água é algo, como todos os demais, dado pela natureza para nós para que dela aproveitemos o mais possível. Onde paramos? E para onde ainda iremos? O tempo dirá? Não sei, mas o tempo tem nos dito que água, antes praticamente de graça, agora tem preço, e o preço está cada vez mais alto. Bebamos água, e bastante, enquanto pudermos.

*Mestre em Educação nas Ciências. Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e Coordenador Geral de Ensino Substituto do Instituto Federal Farroupilha - Campus Avançado Uruguaiana




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