Sexta-feira, 22 de novembro de 2019
Ano XXXI - Edição 1584
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

Restauração da Casa Paroquial preserva a originalidade colonial

03/10/2016 - Por Jornal Semanal
Tweet Compartilhar
A restauração da Casa Paroquial de Três de Maio chama a atenção de quem passa nas proximidades. A cor ocre, que representa luz, quis realmente isso, revela o pároco, padre Edegar Soares de Matos. Aliada às cores de algodão egípcio e de verde, as combinações - escolhidas pelos três padres que moram na casa - mantiveram a originalidade do casarão, de estilo colonial.
Padre Edegar conta que a casa foi construída há 80 anos - no ano de 1936, e há aproximadamente 30 anos não recebia melhorias. Primeiramente, o imóvel abrigava a antiga Farmácia Buricá. E foi somente em 1948 que passou a abrigar a moradia dos padres locais. O espaço também já foi escola das irmãs.
A restauração iniciou no mês de maio e está praticamente concluída. "Falta concluir a pintura dos desenhos no muro", adianta padre Edegar. Foram investidos, aproximadamente, R$ 100 mil na restauração, com recursos da paróquia, revela o pároco.

Arte que retrata a história
As artistas plásticas Dolores Capelari de Souza e Cristina Gauer, de Santa Rosa, estão trabalhando no muro da Casa Paroquial desde o mês de maio. Uma vez por semana, durante a tarde, as duas profissionais desenvolvem a técnica de escultura em cimento.
Elas explicam que o trabalho é desenvolvido em relevo no cimento molhado. A dupla trabalha com a técnica há mais de dez anos e aprendeu com uma amiga, que participou de um curso em Santo Ângelo. A técnica veio da Argentina. "O pedreiro aplica a massa pela manhã, para trabalharmos à tarde. Desenhamos o motivo, fazemos a escultura e, mais tarde, depois que está seco, lixamos, impermeabilizamos e, por último, pintamos os desenhos."
As artistas vieram a Três de Maio a convite do padre Edegar. Elas dizem que trabalham em dupla porque o cimento seca rápido, então em equipe o trabalho rende mais. Trabalhos com esta técnica e produzidos por Dolores e Cristina estão espalhados por diversos pontos em Santa Rosa. Elas também já desenvolveram obras em Giruá, também a convite do padre Edegar.
O muro conta com dez desenhos, escolhidos pelos padres, que contam a história da paróquia, e mais um desenho na entrada da casa paroquial, o Bom Pastor. O padre Edegar destaca que o primeiro desenho faz alusão ao ano de 1915, sobre o primeiro nome do município, Buricá, que quer dizer 'mata de palmeiras'. O segundo desenho remete ao ano de 1923, com a primeira capela da igreja Nossa Senhora da Imaculada Conceição. O terceiro quer relembrar a chegada do primeiro padre, Vicente Testani, em 1928. Na sequência, no ano de 1929, quando é formada a paróquia; 1930 retrata a chegada das irmãs Filhas do Sagrado Coração de Jesus a Três de Maio; em 1934 a construção da atual igreja matriz; em 1935 a construção do Hospital São Vicente de Paulo; em 1942 a conclusão da construção da igreja matriz; em 1948 a chega dos padres da Consolata; e, por último, a chegada dos padres diocesanos.


Muro contará com dez desenhos, cada um com uma parte da história da paróquia



Artesãs Cristina Gauer e Dolores Capelari de Souza vêm de Santa Rosa,
 uma vez por semana, para trabalhar no muro




Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

01/11/2019   |
04/10/2019   |
07/06/2019   |
24/05/2019   |
01/03/2019   |
22/02/2019   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS