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Alerta para a importância da prevenção

28/10/2016 - Por Jornal Semanal
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Inca estima cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama somente para este ano no Brasil. Quando detectado na fase inicial, chance de cura chega a 95%. E o trabalho preventivo e educativo do Imama está fazendo a diferença na vida de muitas mulheres

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima para o biênio 2016/2017 a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer. Os cânceres de próstata em homens e mama em mulheres serão os mais frequentes. Somente de câncer de mama, segundo o Inca, serão 57.960 novos casos em 2016, e, deste número, apenas 1% em homens. Esse índice indica que é preciso aumentar os alertas de prevenção desse tipo de doença. Para auxiliar nesse processo, o mês de outubro conta com o movimento Outubro Rosa, que promove ações para mulheres e a sociedade brasileira sobre a importância de cuidados que diagnostiquem precocemente o câncer de mama, um dos mais comuns entre o público feminino.
Especialistas da área reforçam a necessidade da prevenção. A mulher não deve esperar sentir sintomas. A partir dos 40 anos, toda mulher está dentro da faixa etária de risco e deve procurar regularmente um médico para fazer o diagnóstico, e a mamografia continua sendo o melhor método para identificar o câncer de mama.
Quando o câncer é identificado na fase inicial, é possível tratá-lo com cirurgias menos agressivas, e, consequentemente, a paciente terá uma recuperação mais rápida, e em muitos casos não precisará passar por radioterapia.
Para conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção, o Imama (Instituto da Mama do RS) tem um papel fundamental.
Com uma unidade em Três de Maio desde o final de 2009, milhares de mulheres já tiveram acesso a informações, que em alguns casos fizeram toda a diferença. É o caso de Rosângela Pires, que, após participar de uma palestra realizada pelo Imama na empresa em que trabalhava, fez a primeira mamografia, quando foi constatada a presença de um nódulo maligno, em fase inicial. Hoje, dois anos depois, Rosângela está curada e se capacitando para ser mais uma voluntária para conscientizar mais mulheres.
Conforme a supervisora da Unidade Regional do Imama de Três de Maio, Elizabeth Caraffa, outro papel fundamental do Imama é apoiar as mulheres durante o tratamento da doença, para que mantenham a autoestima e o otimismo, além de fornecer lenços e perucas. 
Para os oncologistas, pacientes com forte autoestima possuem uma taxa de aderência mais elevada durante a quimioterapia, pois, como se sentem mais seguros de si mesmos, acabam possuindo um envolvimento maior e se sentindo mais tranquilos.

Três de Maio sedia a única Unidade Regional do Imama no Estado


Cerca de 5 mil mulheres, de vários municípios da região, já participaram, a cada ano, das atividades desenvolvidas pela unidade local
O Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama) é uma organização sem fins lucrativos, reconhecida desde 2000 pelo Ministério da Justiça como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). Foi fundado em 29 de julho de 1993 e desde então é presidido pela mastologista Dra. Maira Caleffi.
Nesse sentido, o Imama busca a conscientização da sociedade gaúcha acerca da importância dos cuidados com a saúde da mama, enfatizando a necessidade da detecção precoce do câncer de mama para maiores chances de cura, além da qualidade e agilidade em todos os processos da rede de atenção à saúde da mama.
Supervisionada por Elizabeth Caraffa, a unidade de Três de Maio é a única unidade regional no Estado. Confira a entrevista com a supervisora, em que ela fala sobre o trabalho do Imama e a importância dele na vida das mulheres.
Jornal Semanal - Em que ano foi instalada a unidade do Imama de Três de Maio? 
Elizabeth Caraffa - Logo que o prefeito Casali assumiu a Prefeitura, no ano de 2009, fui convidada a participar, em março, de uma conferência para primeiras-damas do RS, em Porto Alegre. As palestras foram proferidas pelo Imama e no mesmo momento me dirigi aos organizadores, demonstrando interesse em saber o que seria necessário para trazer a Três de Maio um núcleo do Imama. Após várias negociações, no dia 27 de novembro do mesmo ano, meu sonho e missão se tornavam uma realidade, pois inauguramos o Núcleo de Conscientização do Imama em nossa cidade. Pelo nosso trabalho eficiente e comprometido, mais tarde passamos a ser uma Unidade Regional, atendendo a vários municípios, e hoje somos a única no Estado do Rio Grande do Sul.
Qual foi a principal motivação para trazer uma unidade do Imama para nosso município?
Já perdi muitas pessoas da minha família por câncer, e, portanto, priorizei na minha vida trabalhar a prevenção desta grave doença e, desta forma, salvar vidas.
Como é o funcionamento do Imana (funcionários, voluntários, recursos financeiros)?
Para o Imama ter o seu funcionamento regular, é preciso contar com os parceiros institucionais que auxiliam financeiramente para o desenvolvimento administrativo, pois somente desta forma e com a participação de voluntárias capacitadas a Unidade Regional do Imama está atingindo seu objetivo maior, que é salvar vidas. Temos o apoio da Secretaria da Mulher, que libera a secretária-executiva, e temos também o apoio da Secretaria da Saúde. São nossos parceiros institucionais: Prefeitura, Sicredi, Baterias Mil Léguas, Extragás, Móveis Canção e Coopermil.
O Imama atende exclusivamente mulheres vítimas do câncer de mama?
Atendemos preferencialmente mulheres acometidas de câncer de mama, mas não deixamos de dar atenção, apoio, emprestar perucas e qualquer outro atendimento para aquelas pessoas que nos procuram que tiveram outros tipos de câncer.
Quantas pessoas já foram atendidas neste período na unidade local?
Atendemos centenas de mulheres, mas aqui é preciso ressaltar que nosso trabalho é preferencialmente educativo e preventivo. Nestes seis anos, já promovemos palestras em aproximadamente 25 municípios do Estado, atingindo anualmente em torno de 5 mil mulheres.
O que o Imama representa na vida destas mulheres?
As pessoas atendidas são muito reconhecidas com o nosso trabalho. Recebem atenção, visitas, atendimento psicológico, fisioterápico, de profissional da área jurídica e também nutricional quando se faz necessário.
Neste período em que você está à frente do Imama, qual ou quais os momentos que vão ficar para sempre na sua vida?
Os momentos que ficarão para sempre gravados em minha memória são os testemunhos das vitoriosas que ocorrem em cada palestra, me comovem, me fazem chorar, mesmo já tendo ouvido tantas e tantas vezes. São histórias lindas, de coragem, garra, superação e vontade de viver. São exemplos de vida.
O que você tem a dizer para as mulheres sobre prevenção do câncer?
Quero dizer a cada mulher: ame-se, toque-se. Faça mamografia anual, autopalpação mensal, pois 66% das mulheres, segundo estatística do Inca, descobrem a doença, os nódulos, no momento da palpação. Marque um dia do mês e faça rigorosamente seu exame. Quanto mais cedo a descoberta, o tratamento é mais barato e menos agressivo, atingindo 95% de chances de cura. Outro dado do Inca e que serve como alerta: 53% das mulheres chegam com os nódulos muito grandes e, a cada milímetro que o nódulo aumenta, diminuem em 1% as chances de cura.

'Tinha duas opções: me entregar para a doença ou enfrentar e viver. Decidi viver'

Para Rosângela, participar da palestra do Imama fez toda a diferença na descoberta da doença

Em outubro de 2014, Rosângela Pires, então com 38 anos, participou de uma palestra realizada pelo Imama durante a programação do Outubro Rosa na empresa Lactalis, na qual trabalhava.
Em novembro, Rosângela entrou em férias, e, motivada pela palestra a que havia assistido, resolveu fazer um check up completo, incluindo uma mamografia. Até aquele momento, ela nunca havia feito uma mamografia. "Com a palestra, me conscientizei sobre a necessidade de fazer uma mamografia, mas jamais esperava aquele resultado."
Após mamografia e ecografia, ela foi diagnosticada com um nódulo maligno na mama direita.
Em março de 2015, fez cirurgia de retirada no nódulo em Porto Alegre, passou por seis sessões de quimioterapia e por 30 de radioterapia. "No início, foi aquele choque. Vêm várias perguntas: por que eu? Será que vou morrer? Mas decidi enfrentar a doença e optei por viver", conta Rosângela, que é mãe de três filhos, de 20, 18 e 13 anos. 
Para ela, o papel do Imama foi fundamental tanto para a necessidade de fazer exames como na recuperação. "Ali encontrei carinho, apoio, um ombro amigo. O trabalho que está sendo realizado pela equipe do Imama é maravilhoso e não pode acabar, pois está fazendo a diferença na vida de muitas mulheres", diz, emocionada, ressaltando que se não fosse a palestra do Imama não teria feito os exames.
Como o câncer estava bem no início, Rosângela hoje está curada. "Hoje sou uma vitoriosa e estou no caminho para me tornar uma voluntária do Imama, para poder transmitir a mensagem de que câncer de mama tem cura. Cuide-se, faça o autoexame."

Exemplo de fé e superação
Há mais de quatro anos enfrentando o câncer 
e com possibilidade de fazer quimioterapia por toda a vida, 
Rosane Dürks Cassol não se deixa abater pela doença 
e é exemplo de superação para outras pessoas
Rosane, mais conhecida como Chica, tem 57 anos e foi diagnosticada com câncer de intestino em 2012. 
Hoje, trata uma metástase no sistema linfático, mas não se deixa abater. 
Por onde passa, deixa sua alegria, otimismo e superação

Pelo fato de sua mãe ter tido câncer de mama, Rosane Dürks Cassol, 57 anos, de Três de Maio, mais conhecida como Chica, sempre teve muito cuidado com as mamas. O receio era de desenvolver a mesma doença. Porém, o que ela não imaginava é que receberia o diagnóstico de câncer no intestino.
Rosane trabalhou por 38 anos no Poder Judiciário, como oficial escrevente. Quando se aposentou, em fevereiro de 2012, com 52 anos, resolveu fazer um check up médico, a fim de conferir como estava sua saúde. "Eu já apresentava sangue nas fezes há algum tempo, mas não dei muita importância. Depois de alguns exames, descobrimos que eu estava com câncer de intestino, já em estágio avançado. Se tivesse esperado ainda mais tempo, a ferida iria romper o intestino e eu teria uma infecção generalizada, podendo morrer sem saber que tinha câncer. Eram 12 linfonodos, sendo que dez deles estavam comprometidos. Então, de uma semana para outra, fiz uma cirurgia, quando foi tirado um pedaço do intestino", relembra.
Segundo Chica, o primeiro sentimento que teve ao receber o diagnóstico do câncer, em junho daquele ano, foi de que estava "perdendo o chão". "Fiquei muito preocupada. Lembro que estávamos sentados no sofá, eu e meu marido, Paulo. Choramos muito. Eu disse que teríamos que contar para as nossas filhas. Na hora, pensei: 'Minha mãe não morreu de câncer, e eu não vou morrer de câncer. Vou lutar até onde puder e não vou me entregar'. Então, começou a nossa luta."
Depois da cirurgia, passados 30 dias, Chica iniciou as sessões de quimioterapia, juntamente com 30 sessões de radioterapia. Naquele período, ela emagreceu 26 quilos.

Devido à metástase, sessões de quimioterapia não têm previsão de término
Em dezembro de 2014, Chica soube que estava com metástase - formação de uma nova lesão tumoral a partir de outra, mas sem continuidade entre as duas. Por isso, desde então, ela faz sessões de quimioterapia a cada 14 dias, em Santa Rosa, sem previsão de término. "Quem sabe, pelo resto da minha vida terei que fazer as sessões. A metástase está no sistema linfático, por isso não tem como fazer cirurgia. Ali, o câncer está estacionado. O médico me disse, há menos de um mês, quando eu apresentei os novos exames, que infelizmente terei que continuar fazendo quimioterapia. Agora serei uma espécie de 'cobaia'; antes eu ficava internava porque passava mal após as sessões. Os efeitos são fortes, mas agora vou poder ficar em casa. Em março do ano que vem refaço os exames, e caso dê alguma alteração, terei que voltar a ficar internada."
Segundo ela, se deixar de fazer a quimioterapia, em oito meses o câncer se espalhará e atingirá outros órgãos vitais. "Perguntei ao médico por quanto tempo terei que fazer as sessões, e ele me disse que por quatro anos, cinco anos ou durante toda a vida. Não há perspectiva de cura. O medicamento faz a doença estacionar." Hoje, as glândulas, que são linfonodos infeccionados, estão em vários locais do abdômen e há dois no pescoço.

Mudança de hábitos
Chica conta que recuperou um pouco do seu peso. Ela afirma que, devido à fragilidade que a doença impõe, não pode perder peso, pois fica propensa a outras doenças. "Quando faço quimioterapia, não tenho fome. Então, na semana seguinte, como bastante. O segredo é cuidar da minha imunidade, me alimentando bem. Mudei muito meus hábitos alimentares. Por exemplo, não como embutidos desde que soube do câncer. Carne vermelha também não consumo mais. Tenho uma dieta com mais legumes, saladas e carne branca. Meu marido é um ótimo cozinheiro, e pesquisa muito sobre isso. Estou bem em função dele, graças ao companheirismo dele."

Com o câncer, novos aprendizados
"Aprendemos, na família, a sermos mais fortes." É assim que Chica descreve o momento que vivem, desde a descoberta da sua doença. "Tenho mais paciência, tolerância, procuro melhorar como pessoa, amar ao próximo, levando uma palavra e um abraço amigo para outras pessoas doentes. Sempre conto que eu procuro ter pensamentos positivos e sair de casa, estar em contato com pessoas."
Mãe de Paula, de 25 anos, e de Laura, de 21, Chica diz que toda a família mudou. "Nossas filhas acabam sofrendo porque estão longe - Paula mora no Rio de Janeiro e Laura em Santa Maria. Quando tive o diagnóstico, conversamos que a nossa vida teria que continuar. E veio à tona algo que meu pai dizia: 'Nunca se faça de vítima e tenha o pensamento elevado, porque se ele descer será difícil de subir'. E foi o que fiz. Não me abati, porque não queria que as minhas filhas me olhassem e eu estivesse me lastimando. Elas me diziam que se sentiam impotentes, porque eu sofria e elas estavam longe de casa. Mas eu as confortava, afirmando que ficaria bem e que aquilo iria passar. Elas aprenderam comigo e com a doença a ter força em tudo na vida. Precisamos ver que há muitas pessoas em situação mais delicada que a nossa. Acredito que isso que estou passando, quem sabe, seja para eu aprender a ser uma pessoa melhor."
Durante a entrevista ao Semanal, Chica contou que começou a ler o livro "Castelos de Marzipã", da autora espírita Lygia Barbiére Amaral, jornalista. Chica comentou um trecho do livro, sobre Mahatma Gandhi. "Uma mãe levou o filho até Gandhi e pediu para ele dizer ao menino para não comer tanto açúcar. Ele pediu para voltar depois de duas semanas. Passado o tempo indicado, a mãe e o filho voltaram, Gandhi olhou o menino e disse 'não coma tanto açúcar'. A mãe, então, o questionou: 'Por que você não disse isso há duas semanas?'. Eis que Gandhi respondeu: 'É que há duas semanas eu estava comendo açúcar, e como eu posso querer que o outro faça o que eu não faço?'", reflete.
Chica também aprendeu a fazer crochê, e hoje, além de hobby, o artesanato se tornou uma fonte de renda, pois a venda das peças ajuda a custear os medicamentos que precisa tomar. "Eu levanto com dor e vou dormir com dor, tenho dormência no corpo. E fazer crochê não deixa meus dedos atrofiarem. Quando saio para passear, levo o meu crochê junto", diz.

Força para enfrentar 
a doença
Frequentar a Sociedade Espírita Chico Xavier também foi outro hábito que ela adotou. Chica já frequentava antes mesmo da doença, mas quando soube do câncer voltou a participar ativamente. "Se eu não tivesse esse lado espiritual, não sei se estaria bem. Aprendi a mudar o meu interior e vigiar os pensamentos. Hoje, somos felizes e temos paz de espírito."
Ela conta que, em uma palestra, certa vez, marcou a fala da palestrante sobre os hábitos de vida. "Ela disse que a gente cria hábitos na vida. E que se criarmos o hábito de orar todos os dias, isso modifica a nossa vida. Ore 30 dias e veja se você consegue parar de orar. Eu, na oração, encontrei forças. Em nenhum momento eu pensei 'por que isso aconteceu comigo?'. O que terei que passar, vou enfrentar e que seja da melhor forma. Na Bíblia há uma mensagem que diz 'orai e vigiai'. Faço uma oração todas as noites."
Para ela, problemas sempre vão existir. Contudo, afirma que os vê como uma evolução do ser humano. "Se não existissem problemas, não teríamos condições de evoluir como pessoa. Você evolui quando enfrenta um problema, pois para e pensa no que fazer a respeito daquilo", frisa.

'O Imama é minha 
segunda família'
Chica é uma das voluntárias do Imama de Três de Maio. Em diversas palestras ela já deu seu depoimento. Chica diz que já antes de ter o diagnóstico de câncer queria participar de algo envolvendo o tema, por causa da mãe. Foi então que recebeu o convite de uma amiga para uma palestra. "Na época, estava fazendo check up, mas disse para a Betti que assim que terminasse meus exames iria ser voluntária e passaria a me dedicar à causa. Para minha surpresa, foi então que eu soube do meu câncer. Passado um tempo, fiz a capacitação e me integrei ao Imama", recorda.
Participar do grupo do Imama, para Chica, é uma das coisas mais importantes hoje. "Compartilhamos nossas histórias com outras pessoas. Cria-se um vínculo de amizades muito forte e as pessoas são solidárias. O Imama é minha segunda família."


FOTO PRINCIPAL: PREFEITURA DE TRÊS DE MAIO/DIVULGAÇÃO
FOTO ELIZABETH CARAFFA: NAIR E VERÔNICA LOTTERMANN
FOTO ROSÂNGELA: DIVULGAÇÃO
FOTO CHICA CASSOL: MURIAN CESCA



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