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Bloco de credores do sul pode fazer a diferença na recuperação judicial da Oi

01/11/2016 - Por Jornal Semanal
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O escritório JUAREZ DA SILVA ADVOGADOS ASSOCIADOS esteve reunido com outros escritórios de advocacia na Capital do Estado para buscar soluções frente a Recuperação Judicial pleiteada pela empresa de telefonia do Grupo Oi.
Enquanto credores bilionários, como bancos, fundos estrangeiros e Anatel se articulam para receberem seus quinhões na Recuperação Judicial da Oi, um grupo de credores do RS e SC, que já soma mais de 30 mil pessoas, aposta que fará a diferença na hora da aprovação ou não do plano de recuperação judicial. 
Denominados como "Parceiros RJ Oi", um grupo de cerca de 30 escritórios de advocacia do RS e SC já representa mais de 30 mil credores, todos detentores de créditos relativos a indenizações judiciais referentes aos chamados planos de expansão da antiga CRT, no RS, e Telesc, em SC.
O grupo constituiu um comitê estratégico, que já se reuniu com o Administrador Judicial e com o Juiz da 7ª Vara Empresarial do RJ, para ajustar detalhes para a fase de habilitações e divergências, explica o advogado Júlio Sá, um dos coordenadores do comitê. 
Embora o volume dos créditos de seus clientes seja pequeno, se comparado com os 65 bilhões que constituem a dívida da Oi, Sá argumenta que o grupo que representam é o mais numeroso nas classes III, quirografários, e IV, microempresas e empresas de pequeno porte (EPPs). Assim, na assembleia que votará o plano, no voto por cabeça poderão fazer a diferença, aposta Júlio Sá.  
O advogado Guilherme Caprara, do escritório Caprara & Roesch Advogados, especialista em recuperações judiciais contratado pelo grupo, propôs ao Administrador Judicial e ao Juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do RJ, que, assim como está se planejando em relação à Anatel, se crie uma mediação entre os milhares de credores que ele representa e a Oi, para que se possa chegar a um consenso em relação aos valores de seus créditos. A ideia é se evitar que milhares de impugnações judiciais sejam ajuizadas na 7ª Vara Empresarial do RJ, explica Caprara. A proposta foi muito bem acolhida pelo magistrado carioca e pela PWC e Wald, administradores judiciais.  
O grupo reclama, em face da sua grande representatividade, um canal aberto de diálogo com a Oi, que até aqui parece ignorar sua existência e subestimar sua capacidade de decisão na assembleia de credores. 

Advogados 
Juarez Antonio Da Silva - OAB/RS nº 47.483
Alexandre Chrischon Mella - OAB/RS nº 86.127




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