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Unidade da empresa CETRES terá capacidade de tratar 100 mil litros diários

16/12/2016 - Por Jornal Semanal
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Devido à escassez de profissionais habilitados, ao fato de a cidade ainda não ter uma estação de tratamento de esgoto (ETE) e à necessidade de adequações em ETEs da Corsan na região, exigidas pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), moradores de Três de Maio convivem com dificuldades para encaminhar a limpeza periódica de suas fossas sépticas. Mas a solução está próxima.
Se, hoje, vê-se esgoto doméstico vazando nas ruas em função desse quadro, e a convivência com o mau cheiro se torna inevitável, resolver a situação estará ao alcance dos moradores (não só de Três de Maio, como também da região) em breve. Isso porque a empresa CETRES (Centro de Tratamento de Resíduos) tem previsão de entrar em operação no próximo ano, possivelmente ainda no primeiro semestre, em Três de Maio.
"A unidade de tratamento deverá estar concluída em março, e então aguardará a emissão das devidas licenças ambientais pela Fepam para entrar em operação. A CETRES é uma empresa que nasce dedicada a tratar adequadamente e com tecnologia diversos tipos de resíduos", conta o proprietário da empresa, o engenheiro mecânico Marcelo Ramos Tomasi.
De acordo com ele, a unidade será projetada para tratar aproximadamente 100 mil litros diários de efluentes, com equipamentos fornecidos por empresas com tecnologia de ponta e já aprovados pela Fepam. A coleta será feita por meio de caminhões limpa-fossa.

Previsão de outros investimentos
Marcelo relata que a CETRES está há mais de um ano em fase de estudos, projeto, planejamento e implantação. "A unidade não será um local de armazenamento e, sim, de tratamento, em que os diversos tipos de resíduos serão coletados, tratados e destinados à reciclagem ou a aterros sanitários autorizados em outros locais."
Haverá diversos tanques para tratamento anaeróbico (utilizando bactérias que não precisam de oxigênio para sobreviver) e aeróbico (com bactérias que precisam de oxigênio) dos resíduos, com remoção de nitratos e fósforo, eliminação dos coliformes fecais e com filtros de gases para anular os odores resultantes do processo.
"O resultado final é uma parte líquida muito limpa e dentro dos parâmetros exigidos pela Fepam e uma parte sólida que será destinada a aterros sanitários", explica o engenheiro.
Depois desta primeira etapa, diz ele, outras unidades serão implantadas, como de tratamento de resíduos da área da saúde (resíduos hospitalares, de laboratórios, de estúdios de tatuagem e de clínicas odontológicas e veterinárias), de pneus, de garrafas PET e outros, ainda em estudo. A previsão, quanto à unidade de tratamento de efluentes e às outras, é de um investimento total na ordem de R$ 10 milhões nos próximos cinco anos.




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