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Vendeu? Comprou voto? Péssimo negócio!

26/10/2012 - Por Jornal Semanal
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Paulo Roberto do Nascimento*

"Uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém".
Jean-Jacques Rousseau

Acompanhando notícias de municípios do Estado e do Brasil vejo que práticas políticas antigas e desonestas ainda continuam "dando as cartas" nos pleitos, especialmente nas eleições municipais.

Ainda ouvimos que alguns eleitores abrem mão do direito legítimo de escolher seus representantes, colocá-los em funções executivas ou legislativas, por uma relação mercantilista, onde tudo tem seu preço, isso quando há outro que se disponha a "pagar" este preço.

Se o preço do seu voto foi uma promessa, litros de gasolina, dinheiro, remédios, então o eleito já pagou o preço que o voto valia, deixando o eleitor comprado a mercê de toda e qualquer prática político-administrativa, pois desse "representante" você não poderá cobrar nada. Ele já te pagou.

O comprador de voto não quer resolver o problema social, de saúde, da educação, da segurança, quer que esse problema continue, pelos menos até o próximo pleito, daí terá, ainda, motivos para trocar o voto por uma vantagem ilícita e imediata.

Mais me assusta quando ouvi crianças falarem do tema compra de votos. Pergunto: Que sociedade queremos? Que valores passar as gerações que nos sucederão?

A política partidária deve ser uma discussão de ideias, propostas, sem ataques pessoais, sem estabelecimentos de "currais", sem filmagens ou motivos que alguém filme, armado de argumentos, ser o mais forte na retórica, no discurso e contundente no conhecimento.

Política, não necessariamente partidária, se faz o dia todo, todos os dias, na família, no trabalho, na sociedade, com os amigos, verdadeiros, porém a boa política, não a politicagem.

Se o seu voto foi vendido, não discuta ideias, se comprou voto, não discutamos ideias. Apela-se para a consciência, pois cada um é o juiz da própria.

Independente do resultado final da apuração, se sua proposta foi a vencedora ou foi a perdedora, seja qual foi o número de votos, paute seus valores políticos pela honestidade, por dar e receber o voto por ideologia, simpatia, para que esse voto não se transforme em um bumerangue, voltando-se contra o eleitor.

Enfim, obtenha a vitória ou se conforme com a derrota honestamente, vitória ou derrota que, além de tudo, deve ser moral, para que se consiga olhar nos olhos daquele com quem se fala. A vitória ou a derrota não foi moral, paciência, lembremos disso daqui a dois ou quatro anos.

*Capitão Nascimento



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