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ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA DA CÂMARA

13/01/2017 - Por Jornal Semanal
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'O PMDB ainda é oposição', afirma, sobre o atual governo, o presidente em exercício do partido

Ex-vereador Lírio Roque da Rosa avalia, quanto à aliança formada para a eleição 
da Mesa Diretora do Legislativo, que 'na Câmara é outro departamento'

O ano da Câmara de Vereadores de Três de Maio começou com polêmica quanto à formação da Mesa Diretora para 2017, havendo, por parte de dirigentes partidários, troca de acusações entre PP e PMDB - que, na última eleição municipal, estiveram unidos, formando inclusive uma das chapas da majoritária, com Luiz Fernando Cereser (PP) e Mario Machado (PMDB), e coligados, ainda, com PTB, PPS, PSDB e DEM.
No último dia 1º, durante evento, na Câmara, que marcou a posse dos eleitos em outubro, a eleição da Mesa Diretora colocou os dois partidos em lados opostos, com PP e PMDB integrando, cada um, uma chapa - como consequência, o processo também colocou o PMDB ao lado de legendas que compuseram a coligação adversária no mais recente pleito municipal, que foi formada por PT, PDT, PRB, Rede e PCdoB. E a chapa integrada pelo PMDB no dia 1º saiu vencedora.
Pelo menos na teoria, a vitória desta chapa indica uma mudança favorável ao Executivo. O prefeito Altair Copatti (PT) e a vice Eliane Fischer (PDT) terminaram 2016 tendo minoria na legislatura 2017/2020 - seis candidatos da coligação adversária nas eleições foram eleitos, sendo quatro do PP e dois do PMDB, contra cinco eleitos pela sua coligação, sendo três do PT, um do PRB e outro do PDT.
Entretanto, a eleição para a Mesa Diretora colocou o PMDB ao lado do PDT, do PT e do PRB, com a chapa sendo formada pelos vereadores Ivo Novotny (PMDB), candidato a presidente, Nelci Ângelo Recalcati (PDT), candidato a vice, Lúcia Calegaro Marmitt (PT), candidata a secretária, e Josias Correa (PRB), candidato a 2º secretário.
Por fim, com isso, os quatro votos se somaram aos de Ernani Claudio Weimer (PT), Orlando Maier (PT) e Flávio Pagel (PMDB). Resultado: 7 a 4 para a chapa, que venceu a nominata composta pelos quatro vereadores do PP - Marcos Corso (candidato a presidente), Cleiton Felipe dos Santos, o Cisquinho (vice), Vera Kuhler (secretária) e Mario Gonchorovski (2º secretário).

Copatti não precisa ter a maioria, minimiza Negrão
O presidente em exercício da executiva municipal do PMDB, o ex-vereador Lírio Roque da Rosa, o Negrão, enfatiza, no entanto, que o partido continua sendo oposição ao atual governo municipal. "Nós não estamos apoiando o Copatti, não estamos apoiando a administração. Nós somos oposição, o PMDB ainda é oposição", declara ele.
Para o ex-parlamentar, as eleições para o Executivo e o Legislativo são duas situações absolutamente distintas.
"Fizemos campanha contra a coligação (adversária nas eleições), mas na Câmara é outro departamento. Agora, sobre o Copatti ter ou não ter maioria, ele não precisa disso, porque, se os projetos forem bons, eles serão aprovados, e, se forem ruins, nem o pessoal dele vai votar a favor. Não é por esses quatro partidos estarem lado a lado que vamos votar a favor dos projetos que não forem bons", avalia Negrão, que foi candidato a vereador no último pleito municipal.

Negociações
Sobre as negociações para a formação da chapa que concorreria à Mesa Diretora, Negrão afirma que "ninguém (do PMDB) se vendeu" - ele conta que também houve conversas com o PP.
"Nossa proposta era de dois anos e dez meses de presidência para o PMDB e de um ano e dois meses de presidência para o PP, tendo mais a questão dos cargos em comissão (são cinco, indicados pela Mesa Diretora). A proposta foi aceita, estava tudo certo, tudo fechado, tudo acordado, aí, num outro dia, um vereador do PP chamou nosso pessoal e disse que não aceitava."
O ex-parlamentar diz que, com isso, "o PMDB precisou tomar uma posição". "Então, aceitamos a proposta dos outros partidos, que, para o PMDB, era de quatro anos de presidência e três dos cinco cargos em comissão, com os outros dois cargos sendo para eles", expõe. "Se nada mudar nesses quatro anos, a presidência será do PMDB."
A respeito da aliança do PMDB, na Câmara, com legendas da coligação adversária na última eleição municipal, Negrão ressalta que a decisão foi tomada em conjunto, pela executiva e pelos vereadores Ivo e Flávio. "Se a decisão é boa, assumimos tudo juntos; se é ruim, assumimos tudo juntos", conclui.

'É um desrespeito a todas as nossas propostas de campanha', diz o 
presidente do PP, Ernani Rehn
O presidente da executiva municipal do PP, o ex-secretário de Educação Ernani Rehn, conta que a legenda tinha um entendimento lógico: com o resultado do pleito municipal, que elegeu quatro vereadores do Partido Progressista e dois do PMDB, seria feita, entre as duas agremiações, uma proporção de mandatos e cargos.
Assim como o PMDB, o PP também afirma ter havido conversações entre os dois partidos com vistas à eleição da Mesa Diretora da Câmara para 2017.
"Nosso primeiro acordo com o PMDB foi de estarmos juntos nessa eleição (a última, de outubro, o que de fato ocorreu) e em eleições futuras. O PTB também fez parte disso. Na época, não combinamos muito sobre a Mesa Diretora, porque antes seria necessário ganhar a eleição. Mas o PP tinha um entendimento lógico, de dividir as atribuições de acordo com um possível resultado", relata Ernani.
"Porém, nos bastidores, soubemos que um vereador do PMDB estava articulando a presidência para si durante todo o tempo que fosse dado ao PMDB. Assim, para não criar conflito, o PP entendeu que, então, deixaria tudo meio a meio, com dois anos para cada partido."
"A nossa surpresa começou aí. Em uma reunião das executivas, o PMDB nos oficializou essa proposta (de dois anos e dez meses de presidência para o PMDB e um ano e dois meses para o PP). Fizemos a nossa, de dois anos para cada partido, e a executiva do PMDB nos disse que o vereador não iria aceitar. Logo, entendemos que a posição dele era mais forte do que a de sua executiva. Porém, maior do que o PP, isso não", continua o ex-secretário municipal, para quem tudo isso "é um desrespeito a todas as nossas propostas de campanha".

'Já sabia que isto iria acontecer'
Ernani diz que não vai criar "mais polêmica", mas afirma que o que se construiu, "a harmonia política", foi destruído. "E haverá consequências futuras. A ambição falou mais alto do que um partido, o PMDB, ou do que uma coligação", critica.
"O tempo mostrará para a comunidade o que estou afirmando agora. E o povo saberá, no futuro próximo, julgar. Vou retirar a expressão 'traído', porque, na verdade, eu já sabia que isto iria acontecer como aconteceu", complementa.
"O PP não será contra Três de Maio. Nosso partido se comprometeu a ajudar o município na atual administração, e assim faremos. Temos quatro vereadores para isso. E aproveito para, mais uma vez, agradecer ao Nego Cereser e ao Machado (candidatos a prefeito e vice) por terem colocado seu nome à disposição de nossa coligação e, assim, legitimar os votos dos vereadores eleitos", finaliza Ernani.

'O povo saberá, no futuro próximo, julgar', diz o presidente do PP local

Na foto principal: Negrão diz que 'ninguém se vendeu' e que houve, antes, negociações com o PP

FOTOS: ARQUIVO/JS



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