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REDE ESTADUAL DE ENSINO - Municípios da região não terão fechamento de escolas

03/02/2017 - Por Jornal Semanal
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Três de Maio e outras quatro cidades reúnem, juntas, 18 escolas estaduais

Os números parciais indicam que, em comparação com 2016, o ano letivo na rede estadual deverá começar com menos alunos na região de abrangência da 17ª Coordenadoria Regional de Educação (17ª CRE), que tem sede em Santa Rosa. Em 2016, 19.950 estudantes, de 22 municípios, haviam se matriculado, contra 18.278 em 2017, até o momento. A queda é de 8,38% - uma diferença de 1.672 alunos.
Em Três de Maio, Alegria, Boa Vista do Buricá, Independência e São José do Inhacorá, que somam 18 escolas, mais o Núcleo de Educação de Jovens e Adultos, o máximo que poderá haver em algumas instituições é fusão de turmas - a chamada enturmação -, mesmo que de anos diferentes, o que já ocorre, e redução no número de turnos de funcionamento das escolas. Ou seja, fechamentos estão descartados, de acordo com a CRE.
"As turmas são gerenciadas conforme o número de alunos matriculados. Quando diminui o número de alunos, também diminui, automaticamente, o número de turmas", sintetiza a coordenadora regional de Educação, Roseli Führ Schaefer.
Questionada se nesses cinco municípios há escolas cujo quadro atual aponte para uma inviabilidade do funcionamento, Roseli diz que não. "Há apenas algumas escolas cujo número de alunos vem reduzindo a cada ano, que até 2016 funcionavam em dois turnos e, assim, funcionarão em apenas um, desde que haja espaço físico suficiente para atender todos os estudantes sem prejuízo na aprendizagem", explica.
Em dezembro, por exemplo, foi anunciado o fechamento de quatro escolas estaduais em três municípios da Região Central, que fazem parte da 8ª CRE, com sede em Santa Maria. Os municípios em que a medida foi tomada foram Ivorá, Vila Nova do Sul e Júlio de Castilhos, essa com duas escolas inativadas. Nas instituições, ou havia muitas vagas disponíveis e poucos alunos matriculados ou a maioria dos matriculados não frequentava as aulas.

Turmas multisseriadas
O Jornal Semanal conseguiu contato com oito das nove escolas estaduais de Três de Maio - a exceção foi a Alberto Pasqualini, do distrito de Consolata. Das oito, quatro, todas no interior, trabalham, há anos, com classes multisseriadas, as quais reúnem estudantes com idades e níveis educacionais diferentes: a Progresso, em Progresso, a Princesa Isabel, em Quaraim, a Frederico Lenz, em Manchinha, e a Benno Meurer, em Caúna. Em Três de Maio, por conta do transporte escolar, as aulas na rede estadual se iniciam no mesmo dia da rede municipal - neste ano, em 20 de fevereiro.
Alguns dos fatores que levam à formação de classes multisseriadas são um baixo número de matrículas na escola num momento em que a mudança para outra instituição não é possível, por conta da distância; a baixa população escolar na região da escola; a carência de professores; e as dificuldades de transporte.
Com isso, os professores precisam preparar diferentes planos de aula para um mesmo dia e atender, dentro da mesma sala, estudantes que compõem uma turma extremamente heterogênea.
Na escola Progresso, que tem apenas o ensino fundamental, houve seis turmas no ano passado, do 1º ao 9º ano. Em 2017, serão cinco turmas: 1º e 3º anos, 2º ano, 4º e 5º, 6º e 7º, e 8º e 9º.
"No ano passado, o 1º ano era a maior turma, tinha um grande número de alunos, então ficou sozinha, sem estar enturmada. Em 2017, aquela turma é do 2º ano, então permanece sozinha, e são enturmadas as turmas de 1º e 3º anos", diz a secretária Ester Balz. A escola fechou 2016 com quase 80 alunos e a previsão é de que tenha 85 neste ano.
Por outro lado, a intenção da CRE era de que a instituição, que funciona durante os turnos da manhã e tarde, passasse a atender apenas durante a manhã. Foi formada uma comissão de pais e professores, na tentativa de dialogar com a Coordenadoria para evitar a medida, e os dois turnos foram mantidos.
"Não iríamos ter espaço físico. Vamos receber aproximadamente 85 alunos e há os mais de 20 da educação infantil municipal, que estudam em sala cedida. Seriam mais de cem alunos para, no total, quatro salas de aula, num turno único, sem contar a questão do transporte", avalia a secretária. A escola, que não foi afetada pela greve do magistério estadual no ano passado, concluiu o ano letivo em 16 de dezembro.

Na foto: Localizada em Manchinha, no interior, a escola Frederico Lenz, de ensino fundamental, é, desde 2009, uma das que têm classes multisseriadas. No ano passado, houve quatro turmas: de 1º e 3º anos, 4º e 5º, 7º e 9º, e 8º

FOTO: DIVULGAÇÃO

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