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Educação para Saúde

01/11/2012 - Por Jornal Semanal
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*Lélis Larissa Scharb
Já se é comum ouvir nos noticiários, rádio, TV, livros e revistas, sobre os benefícios da atividade física para a saúde e qualidade de vida dos indivíduos. Ela têm sido apresentada diariamente nos meios de comunicação como uma grande solução para muitos dos males de saúde que atingem as diversas camadas da população, sejam crianças, jovens, adultos ou idosos. Trata-se de um assunto que "assume atualmente o estatuto de valor transcultural" (FARINATTI, 2008, p.39), algo que passa de geração a geração moldando ampliando e aperfeiçoando suas significações e conceitos.
Com o rápido desenvolvimento tecnológico mundial, é sabido através de pesquisas que o crescimento previsto principalmente para a população idosa em países como o Brasil, nas próximas décadas tende a aumentar muito, consequentemente, a responsabilidade em melhores condições de vida para essas pessoas também aumentam, tornando necessário estudos mais profundos e abrangentes sobre os mecanismos que possam ajudar essa crescente população a ter uma vida mais digna, de qualidade e com saúde.
A terceira idade é a classe social mais afetada pelas baixas condições de saúde, sendo a velhice marcada pela fragilidade, enfermidade e pela perda de vitalidade (BERG e CASSELS 1990, apud FARINATTI, 2008, p. 40). O envelhecimento é um processo contínuo durante o qual ocorre declínio progressivo de todos os processos fisiológicos, sendo por isso indiscutível a importância de manter um estilo de vida ativo e saudável, podendo assim, retardar as alterações morfofuncionais que ocorrem na idade avançada.
Diversas pesquisas realizadas ao decorrer dos anos destacam que o estilo de vida adotado pelas pessoas e a educação à elas concebida durante a fase de desenvolvimento humano, está intrinsecamente ligado com uma velhice mais saudável. Falar na educação para saúde, já nos remete a pensar que a educação não é algo momentâneo, muito menos apenas uma fase, sabe-se que a educação, para tudo, é continua e crescente. No entanto, a saúde deveria ser vista "[...] como um problema médico, mas sobretudo como um problema didático pedagógico de converter em práticas de vida os conhecimentos existentes" (FARINATTI, 2008, P.42). Conhecimentos estes adquiridos com o próprio crescimento, amadurecimento e desenvolvimento humano.
Infelizmente, apesar de todos os estudos feitos sobre o tema, a sua importância só é percebida quando de fato há a necessidade de sua execução, ou seja, olhando do ponto de vista de um indivíduo mais jovem, muitos não ficam impressionados com a possibilidade de que o exercício possa retardar um óbito que está localizado cerca de 50 ou 60 anos distante, essa população não esta sendo educada com consciência. Nosso futuro não é alcançado, ele é vivido a cada instante, e é por essa razão que cada um de nossos atos é importante; são atos pelos quais temos que nos responsabilizar, pois são projetados no futuro.
Segundo Pilon (1986, apud FARINATTI, 2008, p. 43.) a "educação para a saúde não deve ser simplesmente a de dizer às pessoas o que fazer para ser saudáveis, mas sim dar-lhes as condições [...] de ver a importância das coisas por si mesmas", é um processo que permite que as pessoas consigam controlar e gerenciar seus problemas e priorizar a saúde, ela não deve ser vista como o objetivo da vida, mas como uma fonte de recursos para que se viva em plenitude (FARINATTI, 2008, p. 50).
De acordo com Farenatti (2008, p. 40) "as intervenções para a saúde do idoso devem ser fundamentalmente baseadas em medidas curativas e/ou preventivas", sendo por exemplo, "o cuidado com a alimentação, com o vestuário, com o tratar do corpo" (OKUMA, 1998, p. 30) e principalmente a prática da atividade física, ou seja, o indivíduo precisa cuidar de si mesmo (OKUMA, 1998), pois o próprio cuidado humano que visa essa promoção da saúde e à prevenção de doenças é essencial para se atingir uma "boa" velhice.
Sabemos que nenhum ser humano é igual ao outro, alguns podem ser meramente semelhantes, sendo essa uma prova de que a partir das escolhas de cada um durante uma vida, se rebelam nos resultados no final dela, tanto é que pode ser observado que enquanto algumas pessoas de 70 anos já estão confinadas ao leito, outras de 90 anos permanecem extremamente ativas.
Contudo, acredita-se que a solução para uma população fisicamente ativa seja a educação para a prática de atividade física desde a infância. Deve-se haver o Incentivo para a prática da atividade física, assim como os cuidados com a saúde desde cedo, isso vai facilitar a prática na vida adulta, para que quando o indivíduo aí adentrar já tenha um histórico e faça atividade física por prazer ou com prazer e consciência da necessidade desta para o seu futuro.
Pratique saúde!

*Atividade Física e Promoção da Saúde 2 (disciplina) -
 Curso Educação Física - Professor Luiz Serafim de Mello Lói 
- Unijuí - Santa Rosa



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