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Vacinação contra a gripe - No Dia D, 423 pessoas são imunizadas em Três de Maio

19/05/2017 - Por Jornal Semanal
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Procura foi considerada significativa pela Secretaria da Saúde, apesar da chuva que ocorreu no dia. Até o momento, 67,18% do público-alvo recebeu a vacina

O último sábado foi de vacinação nos postos de saúde de todo país. O Dia D de vacinação contra a gripe, no sábado, 13, quis mobilizar o público-alvo que ainda não havia procurado a imunização.
Em Três de Maio, segundo a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Mirian Rascovetzki, receberam a vacina, no sábado, 423 pessoas. Os grupos que mais procuraram a imunização foram as crianças e os idosos. A enfermeira avalia como um número significativo, já que choveu naquele dia, dificultando o acesso.
Até nesta segunda-feira, 15, o município totalizava 5.599 pessoas vacinadas. De um total de 8.334 pessoas dos grupos prioritários, o percentual alcançado até o momento é de 67,18% do público-alvo.
Mirian acrescenta que não há alteração dos grupos elegíveis para a vacinação. A campanha segue até a próxima sexta-feira, dia 26 de maio, e estão nos grupos de risco os idosos, crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), portadores de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade, pessoas privadas de liberdade e os funcionários do sistema prisional.
No Estado, já são três mortes confirmadas por gripe A. O anúncio do terceiro óbito foi feito na quarta-feira, 17, pelo secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis. Segundo ele, um homem de 66 anos morreu no último domingo. Ele morava em Dom Pedrito, na Região da Campanha, e tinha doenças respiratórias. Assim como nos casos anteriores, a vítima não havia sido vacinada.

"A vacina contém apenas partículas do vírus, incapazes de ocasionar gripe"
Para tratar sobre a vacinação contra a gripe, o receio 
da imunização e como age a vacina, dentre outras questões, o Jornal Semanal entrevistou o médico infectologista da Secretaria de Saúde de Três de Maio, Eduardo Almeida. 
Ele destaca a importância de todos vacinarem-se, a fim de reduzir os riscos de gripe e doenças graves associadas a ela. 

Jornal Semanal: Que tipos de gripe a vacina previne?
Médico Eduardo Almeida: O vírus Influenza, da gripe, é dividido em três tipos (A, B e C). Predominam os casos de gripe pelo vírus B e alguns subtipos do vírus tipo A. A vacina atualmente disponibilizada pelo Ministério da Saúde é trivalente, porque atua contra o vírus B e dois subtipos do vírus A (H1N1 e H3N2), que são mais prevalentes. 

A pessoa vacinada pode ficar resfriada ou gripada após receber a imunização?
As pessoas têm receio da vacina porque acham que, ao serem vacinadas, irão contrair o vírus da gripe e assim desenvolver a doença. Porém, a vacina contém apenas partículas do vírus, incapazes de ocasionar gripe. Em menos de 1% dos indivíduos vacinados podem ocorrer reações como febre, mal estar e dor no corpo. Em alguns casos, a pessoa encontra-se no período de incubação no momento da vacinação, que é o tempo entre o contato com o vírus e o início dos primeiros sintomas, e então coincidem os primeiros sintomas da gripe com a vacina e a pessoa acha que foi esta que ocasionou o quadro infeccioso.  
 
O receio das pessoas faz com que a procura pela vacina seja baixa?
Sim. Infelizmente ainda existe o mito que a vacina causa gripe e muitos deixam de ser vacinados por receio de desenvolver a doença. 

Em quanto tempo a vacina começa a fazer efeito? Como ela age no corpo?
Cerca de duas a três semanas após a vacinação, o indivíduo vacinado apresenta anticorpos circulantes no sangue, que conferem proteção. A vacina diminui em 30 a 45% o risco de pneumonias associadas à gripe e 40 a 75% dos óbitos.

Por quanto tempo a pessoa vacinada fica imunizada?
Após cerca de seis meses, os níveis de anticorpos contra a gripe começam a diminuir e em cerca de 12 meses desaparecem. Portanto, a pessoa pode ter proteção por até um ano. Por isso as campanhas são realizadas anualmente. Também vale ressaltar que os vírus circulantes podem sofrer mutações e as epidemias anuais diferirem quanto ao tipo de vírus circulante.

NA FOTO: Médico infectologista da Secretaria de Saúde de Três de Maio, Eduardo Almeida

FOTO: ARQUIVO PESSOAL




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