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Queda na confiança é uma das principais consequências da crise, diz o economista-chefe do Sistema Farsul

29/09/2017 - Por Jornal Semanal
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O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, foi bem enfático: a crise econômica que o Brasil atravessa não é resultado da crise política. A crise política contribuiu e está contribuindo para o mau momento da economia, mas não é a causa, destacou ele.
Antônio também ressaltou que a queda na confiança é uma das grandes consequências da crise econômica - e esta consequência leva a uma série de outras.
"Economia se move por confiança. Se as pessoas não confiam, elas não consomem ou não investem", definiu, durante palestra ministrada na noite de terça, 26, na sala de reuniões e eventos do Sindicato Rural de Três de Maio. Estiveram presentes associados, produtores rurais e convidados.

Tripé macroeconômico
A palestra promovida pelo sindicato, e que reuniu em torno de 60 pessoas, marcou a noite de inauguração da sala, depois de três meses de obras. Ampliada com recursos próprios, a sala se localiza no segundo piso da sede - também, as instalações da sede foram revitalizadas, com pintura interna e externa e a instalação de uma fachada luminosa.
O tema da palestra foi "Cenário econômico atual: crise, sua origem, impactos e desdobramentos". "O que causou a crise que estamos atravessando, e que é a maior da nossa da história, não foi a crise política. O ambiente político não causa, embora ele ajude ou atrapalhe. O que causou a crise foram os erros na condução da política econômica", realçou Antônio.
E esses erros, disse o economista, foram principalmente o abandono, pelo governo, de uma "política econômica duradoura e assentada sobre três pilares": o tripé macroeconômico, nome informal dado a três medidas que foram a base da política econômica brasileira desde 1999 - primeiro ano do segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) - e que, na visão dos economistas que as defendem, garantem a estabilidade econômica necessária para que haja crescimento.
"Ele (o tripé) é uma coisa genial, e, como toda coisa genial, é simples. Permitiu ao Brasil fazer aquilo que os livros recomendam há mais de cem anos", observou Antônio. O tripé é ancorado em responsabilidade fiscal ("não se gasta mais do que se arrecada", disse ele), meta inflacionária ("o Banco Central só existe para controlar a inflação; sua função é garantir o poder de compra da moeda") e câmbio flutuante, em vez do controle cambial.

FOTO: MURIAN CESCA

Confira a matéria completa no jornal impresso




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