Segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Ano XXX - Edição 1533
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

Procuro um partido

08/12/2017 - Por Jornal Semanal
Tweet Compartilhar
Há um tempo atrás, comecei a pensar em política. Partidária. Comecei a navegar pelos sites dos partidos. São ideias fantásticas. Mas na prática parece que a teoria é outra. Enfim, comecei a navegar. PT chamou-me a atenção pelo seu lado social. PDT tem sua história em Getúlio Vargas e João Goulart. PMDB, quando me sinto mais centrado, focado e dono do poder. PSDB me remete ao lado culto de FHC. PP pelo desenvolvimento. DEM, quando quero algo mais liberal.
Ao mesmo tempo fico pensando. Será que é uma boa? Dizem que é um mundo à parte. Alguns fazem carreira ali dentro. Outros ficam um pouco e pulam fora. Outros desaparecem um tempo para ressurgir depois. O próprio Roberto Justus, a quem tenho como uma das maiores cabeças brasileiras e reflexo de integridade, disse que se assustou com a repercussão que teve seu nome lançado à candidatura à presidência. Mas ele próprio diz que para ser eleito teria de ser por um partido da majoritária e precisaria fazer conchavos, acordos, etc, o que não faz o perfil dele. Nem o meu. Quero governar para tornar o meu município, o meu Estado, o meu País melhor, e não em proveito próprio. Não quero me valer do cargo político para ter benefícios, para enriquecer, e tudo o mais. Quero ter meu nome na história. Quero ser Getúlio, quero ser Brizola, quero ser Jango. Não sei se assim conseguiria chegar lá. Mas vejo o lado romântico da coisa toda, idealizo o que quero.
Hoje, sair da vida para entrar na história, como foi o caso de Getúlio Vargas, sendo nome de ruas e praças em vários municípios brasileiros, parece não querer ser o objetivo principal para os políticos brasileiros. O pessoal quer o poder. O poder fascina, o poder abre portas, o poder nos torna vistos, o que muitos querem. A visibilidade. Mas temos de ter a visibilidade para sermos espelho. Espelho de trabalho, de empenho, de dedicação, em ajuda ao próximo. O Brasil tem muitos problemas que requerem solução. Muitos tentaram no passado. Pensando a história recente, FHC colocou a economia em ordem, Lula tirou muita gente da pobreza e deu oportunidade a outros tantos, Dilma continuou o trabalho de seu antecessor e Temer está tentando dar uma ajustada na economia que sempre teima em dizer que está tudo errado. Todos os mandatários anteriores tiveram suas virtudes e seus fracassos.
É um começo. Mas precisamos de muito mais. Precisamos de trabalho. Não precisamos de lei de Gerson. Temos de aprender muito com os outros ainda. Temos de aprender a fazer estradas como os castelhanos fazem. Temos de aprender a ser eficientes como os alemães. Temos de aprender a nos reconstruir como os japoneses. Temos de aprender a fazer educação com os finlandeses. Temos de aprender, afinal, a fazer a política que os gregos conceberam.
Não sou candidato a nada. Não quero. Pelo menos ainda não. Mas sigo de olho. Não esqueço meus votos. Acompanho o trabalho de meus deputados, senadores, governador e presidente. Acesso o Portal da Transparência. Leio a seção política no jornal. Me mantenho informado. Como sou cobrado, também cobro. Espero e esperamos resultados. Dinheiro bem empregado. É por aí que devemos começar.

Gustavo Griebler -  Mestre em Educação nas Ciências. 
Docente EBTT do Instituto Federal Farroupilha - Campus Avançado Uruguaiana



Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

09/11/2018   |
19/10/2018   |
11/10/2018   |
05/10/2018   |
28/09/2018   |
21/09/2018   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS