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O QUE É VALORAÇÃO AMBIENTAL?

22/12/2017 - Por Carine Zambonato
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Como vínhamos conversando anteriormente, um bem ou serviço ambiental qualquer, tem grande importância para o suporte às funções que garantem a sobrevivência das espécies. Essa importância traduz-se em valores associados aos bens ou recursos ambientais, que podem ser valores morais, éticos ou econômicos.
Do ponto de vista econômico, o valor relevante de um recurso ambiental é aquele valor importante para tomada de decisão, ou seja, o valor econômico de um recurso ambiental é a contribuição do recurso para o bem estar social.
Como apenas o ser humano é capaz de valorar um bem ou serviço, a valoração ambiental acaba sendo avaliada pelo beneficio ou prejuízo associado ao ser humano. Em caso de danos ambientais, o valor calculado é inerente ao prejuízo causado ao ser humano, por exemplo.
O principal objetivo da valoração econômica ambiental é estimar os custos sociais de se usar recursos ambientais ou, ainda, incorporar os benefícios sociais advindos do uso destes recursos.
Um exemplo bem simples de entender a valoração ambiental está na compra de uma propriedade seja ela rural ou urbana. Se a propriedade rural possuir, por exemplo, água, açude, pomar, energia, paisagem... todos esses elementos são valores ambientais e tendem a elevar o preço da propriedade, já na cidade, se a propriedade estiver em um bairro calmo, bem arborizado, sem poluição sonora, visual ou atmosférica, todas são questões ambientais que tendem a valorar ainda mais a propriedade.
Da mesma forma devemos pensar quando recebemos benefícios ambientais, mesmo que a sociedade não enxergue os benefícios, os governantes responsáveis pelas tomadas de decisão, devem considerar os fatores ambientais envolvidos e calcular a valoração ambiental de determinados serviços ou bens.
Vale lembrar que, qualquer tentativa de valoração econômica, seja ela ambiental ou não deve contar com o concurso de economistas. Da mesma forma, o economista não poderá deixar de contar com a orientação de cientistas ambientais e de outros cientistas sociais para realizar adequadamente um estudo de valoração ambiental, tamanha a complexidade do assunto.
Apenas uma comparação, os municípios em geral pagam cerca de R$ 90,00 para enterrar o resíduo em um aterro sanitário, somado a isso outros custos como transporte, pessoal, manutenção de veículos e outras despesas, mas não são capazes de entregar estes resíduos a um custo reduzido para que cooperativas de reciclagem realizem a triagem de material, querem simplesmente que as cooperativas recebam o material a custo zero.
Podemos com essa analogia perceber o quanto é desvalorizada a prestação de serviços ambiental, no caso dos bens de consumo, ou mesmo o recurso natural, fica mais fácil mensurar o valor ambiental. Mas a prestação de serviço? Aquele serviço que de alguma forma ou outra, traz benefícios à saúde humana, ao bem estar social, que valor atribuir a isso? 
Se pararmos para refletir, conseguimos correlacionar o assunto as questões que discutíamos anteriormente. Se os serviços de catação, triagem, comercialização de resíduos fossem devidamente calculados, pela valoração ambiental do serviço prestado, verificaríamos que seria atribuído um valor bem interessante a esses serviços, considerando custo beneficio à saúde humana e ao bem estar social e mais, esses valores poderiam retornar à população local, em forma de postos de trabalho, promovendo dignidade ao serviço prestado.
Na atualidade não podemos mais olhar para nosso "lixo" e não perceber que tudo tem seu valor, e, se colocássemos fora apenas aquilo que realmente não tem mais aproveitamento, por questões tecnológias, os aterros sanitários não receberiam mais do que 20% do resíduo produzido em nossas casas.




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