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Economia para Consumo

11/04/2012 - Por João Seno
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À GUISA DE COMENTÁRIO - VALORIZAÇÃO - O produtor rural, quando colhe, sempre espera pela valorização do produto. Preço melhor. E o profissional não pode esperar sua valorização? A valorização do profissional não é apenas com palavras bonitas. Através de elogios. Afinal de contas, elogios não enchem barriga. A valorização do profissional é quando há um aumento real dos salários. Não apenas a correção da inflação. Por exemplo, o governo do Estado quer que os vencimentos do magistério sejam corrigidos pelo INPC. E não pelo índice do Fundeb. O que quer dizer isso? Quer dizer que o governo estadual do meu amado Rio Grande não quer valorizar o magistério. Apenas quer repor o salário que a inflação devorou no período.
EMPRESÁRIOS CHIAM - Quando os empresários, os grandes empresários, chiam é porque a coisa está ruim. Falava-se neste começo de 2012 de desindustrialização. Mais do que depressa o governo saca o IPI de mais alguns produtos, até o próximo mês de junho. A linha branca já recebe o incentivo. Agora, também foram incentivados os móveis, os laminados, revestimentos e luminárias. As burras do governo, em consequência disso, vão deixar de faturar R$ 498 milhões. E o ministro da Fazenda já aproveitou para empurrar o PIB deste ano para 5%. 
TEM CRISE, SIM, APESAR DO DESMENTIDO DA PRESIDENTE. CRISE POLÍTICA. 
MEU PRIMEIRO EMPREGO - Não posso considerar como meu primeiro emprego aqueles três meses de bolicheiro, na Linha Valzumiro Dutra, como o velho Lalau chamava Alpargatas. Foi, digamos, um pré-emprego. O meu primeiro emprego teve início no dia 04 de abril de 1.962 - fez 50 anos, na quarta-feira. Pela mão do Padre Ghibaudo Orestes ingressei no magistério: professor de Língua Portuguesa do então Ginásio Pio XII, depois, sucessivamente Escola Estadual Cardeal Pacelli, Colégio Estadual Cardeal Pacelli e, hoje, Instituto Estadual de Educação Cardeal Pacelli. São fragmentos de biografia. 
QUE SHOW É ESTE? - É manchete do início da semana:"O Brasil pode dar um show ao país e ao mundo". Seriam medidas que vão colocar a nossa indústria em pé de igualdade com os concorrentes internacionais. Isso é anunciado num momento em que se fala em desindustrialização.
DEPOIS DA CLASSE C, A CLASSE B - A nova classe C esteve em evidência, durante os últimos tempos - todo ano de 2011, depois de sua ascensão das classes D e E. Agora, inicia semelhante migração da classe C para B. Com renda familiar mensal entre R$ 2,2 mil e R$ 7 mil, nos próximos três anos, a classe B deve ser o estrato social, com maior potencial de consumo, ultrapassando a decantada classe C. Em 2012, os 15,1 milhões de domicílios da classe B terão R$ 753 bilhões para gastar, superando a classe C, que terá R$ 660 bilhões, em 2015. Já percebeu, se a sua renda familiar mensal for superior a R$ 7 mil, você está dentro da privilegiada classe A ? 
FRUSTRAÇÃO DE SAFRA - Esta frustração de safra, por causa da mais longa estiagem de todos os tempos, na nossa região, é um tapa na nossa economia. Todos vão sofrer juntos: cofres municipais, indústria, comércio, instituições bancárias e o bolso dos produtores rurais, acima de tudo. E vai levar um bom tempo, para sarar esta ferida. Sorte que sempre existe reserva de energia, para superar as crises.

 




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