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Três de Maio está entre os nove municípios gaúchos com alto risco de infestação do Aedes aegypti

07/12/2018 - Por Jornal Semanal
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O fato reforça ações de prevenção da Secretaria Municipal de Saúde; já que o Aedes tem sua circulação intensificada no verão, em virtude da combinação da temperatura mais quente e chuvas. População também tem que fazer a sua parte no combate aos focos do mosquito

Três de Maio faz parte de uma lista de nove municípios no Estado que apresentam risco alto de infestação do mosquito Aedes aegypti. Com um índice de 6,0%, o município está acima do limite tolerável preconizado pelo Ministério de Saúde, de até 3,9%.
Os números do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) e do Levantamento de Índice Amostral (LIA) do ano foram apresentados no último dia 30, pela Secretaria de Saúde do RS. Os nove municípios com alto risco de infestação estão localizadas nas regiões Norte e Nordeste: Nonoai, Santo Antônio das Missões, São Nicolau, Três de Maio, São Borja, Garruchos, Santo Cristo, Vista Gaúcha e Ajuricaba. 
A situação preocupa a Secretaria Municipal de Saúde de Três de Maio, considerando a proximidade do verão, as temperaturas mais altas e a incidência de chuvas, que tornam favoráveis a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. O fato reforça ainda mais as ações de prevenção. 
Para a secretária municipal de Saúde, Gislaine Mella, embora não haja "a doença da dengue (nem chikungunya ou zika vírus), o município possui um grande quantitativo de larvas". Este ano, foram realizadas três notificações de casos suspeitos da doença e nenhum deles se confirmou positivo. 
Segundo Gislaine, no final de dezembro de 2016, o município chegou a ter um índice de infestação de 10,7%. E, neste ano, no inverno, chegou a 3,7%. Agora, está em 6,0%. "Temos que chamar a atenção da população quanto aos cuidados simples em suas casas e pátios, diminuindo e evitando potenciais recipientes de água parada, que é onde o inseto deposita suas larvas". 

Trabalho intensificado dos agentes de endemias
A Secretaria conta com oito agentes de endemias (um está em licença de saúde), os quais trabalham diariamente, inclusive aos sábados, feriados e agora, com horário diferenciado, visitam as casas e orientam os moradores sobre a prevenção. 
Porém, a questão do combate ao Aedes não depende somente do serviço público em Saúde e Vigilância de Endemias, mas de toda a população. "É um conjunto de ações. Nós podemos estar todos os dias nas casas, são em torno de 10 mil imóveis e mais os Pontos Estratégicos (PE) para visitar, mas se a população não fizer a sua parte, jamais vamos conseguir diminuir o LIRAa e combater totalmente o mosquito da dengue."


Prevenção tem que ter a contrapartida da população
A secretária ressalta que é muito importante que o conjunto do serviço público municipal, através da Secretaria e da Vigilância em Endemias tenha a parceria da comunidade três-maiense. "Várias ações o Município estão sendo desenvolvidas, só que temos que ter a contrapartida da população."
A contrapartida que Gislaine se refere é nas medidas de prevenção ao mosquito, como limpar o pátio de casa; não deixar acumular água em potes de flores, em recipientes, copos, garrafas; não jogar lixo em local indevido; limpar terrenos baldios (os proprietários são os responsáveis); e vedar corretamente as caixas e reservatórios de água. Os pneus devem ser guardados sob abrigos, as lixeiras devem ser fechadas e as piscinas tratadas. 
Para a secretária, a população não toma as devidas precauções, pelo fato de ainda não ter ocorrido nenhum caso de dengue - ou morte pela doença. "Lembro de 2009, quando surgiram os primeiros índices de dengue em nível de 14ª Coordenadoria Regional de Saúde, e deu uma epidemia em Giruá. Na época, todo mundo se preveniu, porque o risco da doença era real, tanto de dengue  clássica, como a dengue hemorrágica, que pode levar à morte."
Gislaine alerta que, com a proximidade das festas de fim de ano e o período de férias, aumenta o fluxo de visitantes no município, e alguém pode vir infectado com a doença. "Com esse índice alto de infestação do mosquito que nós temos, pode haver sim a transmissão da doença, e não se descarta um risco de epidemia. E é essa a nossa preocupação como Poder Público."
Conforme a secretária, o último LIRAa apontou que o índice de infestação do mosquito é semelhante em toda a cidade, ou seja, não há nenhum bairro ou área que esteja mais, ou menos, infestado pelo Aedes aegypti. 
Ela também lamenta o fato da população não dar a devida importância ao assunto. "Existem doenças - como é o caso da dengue- que são causadas pelos próprios seres humanos. Temos que entender que não podemos jogar lixo em local indevido, não devemos poluir o meio ambiente. Tudo o que fizermos de errado irá voltar para nós. É uma questão de higiene, educação e cultura da população. Temos que pensar no coletivo, se eu não for contaminado pela dengue, infelizmente, pode ser um filho meu, um amigo, um vizinho. O que não queremos é ter uma epidemia e alguém morrer por uma dessas doenças causadas pelo mosquisto Aedes. Hoje falamos em dengue, mas o mosquito transmite outras duas doenças preocupantes, que é preciso todos fazerem trabalho o contínuo e em conjunto", resume a secretária.

Além das visitas diárias e do trabalho de prevenção, os agentes de endemias  realizam o trabalho educativo, reutilizando garrafas pet para fazer vasos de flores, arbustos verdes e enfeites. E com os pneus, são feitos sofás, poltronas, cadeiras e pufs.

"Temos que entender que não podemos jogar lixo em local indevido; não devemos poluir o meio ambiente. É uma questão de higiene, educação e cultura da 
população. Temos que pensar no coletivo, se eu não for contaminado pela 
dengue, um filho meu, um amigo, um vizinho, pode ser", alerta a secretária 
de Saúde de Três de Maio, Gislaine Mella 

FOTOS: ÉDERSON RAMBO E 
ALINE GEHM





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