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Preocupação com a manutenção da Emergência do HSVP ainda persiste

25/01/2019 - Por Jornal Semanal
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Reunião entre direção do hospital e representantes das prefeituras dos seis municípios definiu reajuste nos valores. Porém, entidade aguarda repasses do governo estadual - em atraso - para tentar reverter o desequilíbrio financeiro
Fundamental na área de saúde da região - atendendo a mais de dois mil pacientes por mês - e disponível 24 horas, o serviço de Urgência/Emergência do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Três de Maio enfrenta uma série crise financeira.
Segundo o diretor administrativo do HSVP, Élcio Darci Callegaro, há quatro anos o setor apresenta prejuízo para a instituição: "a Emergência tem uma despesa mensal de R$ 339.700,00 e uma receita de R$ 253.429,00. Temos um prejuízo mensal de R$ 86.271,00". 
No ano, o déficit representa mais de R$ 1 milhão; despesas que a instituição não tem condições de suportar, revela Callegaro. 
As perdas são causadas, principalmente, pelo atraso nos repasses do governo estadual. "Precisamos receber os incentivos em atraso do ano de 2018. Daí teremos condições de conversar com profissionais e garantir os serviços", justifica.
Além disso, a tabela de valores deve ser corrigida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no período de 2012 até 2018. "Neste período, tivemos uma perda na ordem de 49,83 % nos valores recebidos. A situação é insustentável e pode levar a um rompimento dos contratos pelo desequilíbrio financeiro, cláusula prevista na contratualização que temos com o Estado (onde temos valores dos incentivos para garantir os procedimentos previstos no contrato) e não atendida por parte do governo estadual. Por exemplo, o contrato do programa Portas Abertas, o qual recebemos R$ 105 mil por mês, poderá ser cancelado, pois está sem reajuste desde 2012." 

Reajuste de 5% no repasse das Prefeituras não irá solucionar o déficit. HSVP vai tentar complementação de recursos com a Secretaria Estadual de Saúde
No último dia 15, a direção do HSVP esteve reunida com representantes dos municípios que auxiliam na manutenção da Emergência: Três de Maio, Independência, Alegria, Boa Vista do Buricá, Nova Candelária e São José do Inhacorá. A reunião foi realizada no gabinete do prefeito de Três de Maio, Altair Copatti. 
De acordo com Callegaro, foi definido um reajuste de 5% nos valores mensais que cada prefeitura repassa ao HSVP. Contudo, "este percentual não atende as expectativas do hospital, pois os custos dos serviços oferecidos são elevados", analisa, informando que atualmente o HSVP recebe de alguns municípios o valor de R$ 4 mil por mês.
Diante dessa situação, o diretor administrativo explica que foi definido agendar uma reunião com representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES) com urgência, visando buscar complementação de recursos para garantir que o serviço continue sendo oferecido gratuitamente a todos. "Hoje (22 de janeiro) recebi um retorno do gabinete do prefeito de Três de Maio que as agendas na SES só serão liberadas na segunda quinzena de fevereiro. Isto nos preocupa, pois é muito provável que tenhamos falta de médicos de sobreaviso para garantir a retaguarda dos plantonistas da emergência", adverte Callegaro.




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