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Ano positivo para a venda de automóveis e comerciais leves novos

08/02/2019 - Por Jornal Semanal
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Depois de um período de queda nas vendas, Rio Grande do Sul registrou em 2018 um incremento de 12,6% em relação a 2017. E, com expectativa de boa safra, previsões para 2019 são positivas
A venda de automóveis e comerciais leves novos teve em 2018 uma alta tanto no Estado quanto no país. Inclusive, percentualmente, nos dois casos a alta foi maior do que a registrada em 2017.
Comerciais leves são os veículos comerciais projetados, equipados e caracterizados para transporte simultâneo ou alternativo de pessoas e carga, com peso bruto total de até 3,5 toneladas.
No Estado, no ano passado, foram comercializadas 144,8 mil novas unidades de automóveis e comerciais leves, contra 128,6 mil em 2017 - elevação de 12,6%, enquanto de 2016 para 2017 tinha sido verificada uma alta de 7,71%.
De 2013 para 2014 (-11%), 2014 para 2015 (-31,5%) e 2015 para 2016 (-20,99%), tinha havido queda.
Já em nível nacional, em 2018, quando foram comercializadas 2,471 milhões de novas unidades, a elevação foi de 13,76% na comparação com 2017, ano no qual haviam sido vendidas 2,172 milhões de novas unidades. De 2016 para 2017, o incremento havia sido de 9,36%.
Os dados são do Sincodiv/Fenabrave-RS (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos/Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), que representa as concessionárias e as distribuidoras de veículos do Estado.

Maioria dos empresários do ramo registra melhora nas vendas
Em Três de Maio, o desempenho no mercado de veículos (o que ainda envolve, em alguns casos, além dos veículos novos, também os seminovos e os usados) em 2018 foi variado.
Para o empresário Sevenir Marcos Sklar, que tem duas lojas na cidade, "2018 foi ótimo, muito melhor do que 2017". O empresário, que trabalha com seminovos e usados, diz que janeiro também foi muito bom e tudo indica que 2019 será positivo, já que há previsão de boas safras na agricultura.
Um outro empresário, Vinícius Wachholz, também teve um 2018 melhor que 2017. A empresa dele trabalha com seminovos e usados.
"A gente vende bastante para o pessoal do interior, então, quando a safra dá boa, a gente vai bem. Por exemplo, saíram muitas caminhonetes no ano passado", diz. Ele acrescenta que janeiro foi excelente e que, se 2019 continuar assim, a empresa terá um ótimo ano.
Na loja do empresário Elmar Pedro Lasch, 2018 também foi melhor do que 2017. "Houve uma melhora acentuada nas vendas a partir do segundo turno das eleições, principalmente na venda de veículos zero-quilômetro."
A empresa trabalha com veículos novos (somente da linha Volkswagen), seminovos (também outras marcas, mas principalmente Volkswagen) e usados. Para este ano, a perspectiva é positiva. "Estamos localizados numa região agrícola, e a expectativa é de boa safra", argumenta o empresário.

Ano ficou prejudicado pela paralisação dos caminhoneiros
Para o empresário Roberto Marchewicz, "no ano passado, as vendas ficaram dentro da expectativa, com uma pequena queda na venda de veículos novos e usados, saindo mais os seminovos".
Representante da Ford, ele avalia que a queda na venda de veículos novos passou a ser mais sentida principalmente após a paralisação, quase nacional, dos caminhoneiros, ocorrida em maio.
"As fábricas praticamente pararam de produzir, houve uma diminuição na produção de veículos novos. A Ford, por exemplo, parou por quase 30 dias, sem produzir carros", relata ele.
"Então, naturalmente, houve dificuldades na entrega de carros novos, e creio que isso pode ter sido um dos motivos da queda nas vendas desse tipo de veículos", acrescenta.
Outros possíveis motivos que o empresário vê são a incerteza no aspecto econômico que um ano eleitoral traz, com eleições e o processo de transição de governos, e a oscilação verificada nos preços dos produtos agrícolas na região. "A gente sente esse mercado, e o pessoal se afastou um pouco do carro novo", analisa.
No entanto, apesar dos cenários que 2018 apresentou, as expectativas para 2019 são bastante positivas já no início do ano.
"Em janeiro, já tivemos vendas bem superiores às de janeiro do ano passado. Então, até em função do clima para a agricultura, do que se espera da colheita do milho e da soja, temos uma expectativa boa", expõe o empresário.

Aposta em conhecer nova marca
Entre os consumidores do RS que trocaram de veículo no último ano, está o casal de cabeleireiros Clarice, 60 anos, e Osmar Boiczuk, 63, de Três de Maio.
No início de outubro, o casal adquiriu um Hyundai ix35, ano 2015, preto, seminovo, em uma loja de Três de Maio, entrando na troca o Honda CR-V que eles tinham.
"Minha preferência era um ix, aí, como a empresa tinha esse veículo, fui ver e gostei, o empresário também gostou do nosso carro, e aí foi bem viável de fazer o negócio", conta Osmar.
Ele explica que o desejo de conhecer veículos de outra montadora foi um dos motivos da busca e do consequente negócio fechado.
"Nosso CR-V era o terceiro Honda que tínhamos, então tínhamos curiosidade de conhecer outra linha de carros. O Honda é um carro muito bom, estávamos até com medo de sair dessa linha, mas, se você não experimentar uma outra linha, não vai saber", avalia Osmar.




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