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Meu pai! Meu amigo! Meu herói!

07/12/2012 - Por Jornal Semanal
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Paulo Roberto do Nascimento*
Hoje, quando li a carta escrita pelo Jornalista Mauro Beting, filho do, já saudoso, Joelmir Beting, decidi escrever sobre o meu PAI.

Já fazem mais de onze anos que não o vejo, mas sinto sua presença sempre junto a mim, pois está em um lugar privilegiado, junto com minha mãe, a zelar por nós, todos os filhos, os netos, os bisnetos, e as pessoas especiais que convivem conosco, também nossos amigos verdadeiros.

Tinha sentido saudades, porém hoje esse sentimento tomou conta de mim. Já chorei muito, muitas vezes escondido, mas as lágrimas servem para regar a alma e impulsionar a roda da vida.

Aproveitei bem a oportunidade que Deus me deu de dividir espaços com meu PAI, ouvir suas histórias, atentamente, mesmo que elas fossem contadas mais de uma vez, pois são tão interessantes que sempre tinham uma importância diferenciada a cada vez que era contada. Por isso e muito mais eu tinha um amigo, o melhor amigo que uma pessoa pode ter.

Hoje que sou PAI vejo como aquilo que ele dizia, fazia comigo, era necessário, e imprescindível, principalmente dar limites e mostrar quais eram os valores que homens leais e honestos tinham que cultuar.

Como eu tinha orgulho de vê-lo trabalhar, no Colégio onde eu estudava (Colégio Ipiranga de Três Passos). Era o zelador. Às vezes ficava observando seu trabalho, no recreio, sem que ele notasse. Sabia que daquele trabalho árduo é que vinha tudo o que eu desfrutava, coisas simples, mas, muito, muito importantes.

Talvez pelo fato de meu PAI não saber ler e nem escrever queria que eu estudasse, mas certamente já via na educação a possibilidade de uma mudança de vida e a possibilidade de ser importante para minha família e para a sociedade.
Nunca me importou que fosse sempre minha mãe que assinasse meu boletim, sendo essa assinatura uma das poucas coisas que ela escrevia. Bastava a assinatura, porque as notas eu dizia como estavam, mostrava, com orgulho, notas acima da média, especialmente para não preocupá-los ou decepcioná-los.

Espelho-me no meu PAI na maneira simples de viver e na sua disponibilidade em ajudar as pessoas que o procuravam, especialmente na palavra amiga e serena.

Não dizia ao meu PAI que eu o amava, e o amava muito. Hoje ouço sempre do meu filho, que felicidade.

Meu PAI é meu herói, meu amigo, meu super-herói, por isso sigo o que aprendi, vi com meu PAI, não para ser um super-herói, mas para ser o PAI para meu filho, simplesmente PAI.

*Capitão Nascimento




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