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Aumenta o número de mulheres portadoras de HIV

07/12/2012 - Por Jornal Semanal
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Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 1980 e junho de 2011, 608.230 pessoas foram infectadas com o vírus da HIV no Brasil. A cada ano, mais de 11 mil soropositivos morrem no país, média de uma morte a cada 45 minutos. Desde 1998, o número de mortes por Aids no Brasil mantém-se estável, enquanto no mundo todo caiu, em média, 24% entre 2005 e 2011.
O Dia Mundial do Combate à Aids é lembrado anualmente em 1º de dezembro, quando são promovidas várias campanhas de conscientização da população com relação à prevenção ao contágio do vírus HIV e diversos debates sobre a inclusão do portador na sociedade.
Em Três de Maio, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) oferece, ao longo de todo o ano, orientações aos seus colaboradores e pacientes sobre a Aids. A instituição de saúde reforça que prevenir é sempre o melhor remédio. Usar preservativo é fundamental, assim como fazer o exame após qualquer exposição a alguma das situações de risco.

Primeiro caso notificado em Três de Maio foi em 2002. Até agora, já foram notificados 35 caso
Conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde de Três de Maio, obtidos com a enfermeira coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Mirian Herath Rascovetzki, atualmente são 19 pessoas confirmadas com o HIV em Três de Maio.
 Deste total, 13 são mulheres. Elas são donas de casa, estudantes e trabalhadoras. Segundo Mirian, tem ainda uma menina de cinco anos, que veio de Porto Alegre, e contraiu a doença por transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gestação, ou, no momento do parto. "As mulheres infectadas com o vírus possuem idade em torno de 19 até 50 anos, sendo que a maioria  tem em torno dos 30 a 38 anos".
A enfermeira revela que a grande parte das mulheres está em fase reprodutiva e o diagnóstico é feito durante a gravidez, quando ela se submete ao pré-natal,  faz alguns exames e dentre estes, o HIV, de forma consentida. "Ao que tudo indica, elas foram infectadas pelos seus companheiros através da relação sexual".
De acordo com Mirian, nos registros da Secretaria Municipal de Saúde, o primeiro caso de Aids em Três de Maio foi registrado em 2002. "O total  de casos durante este período em Três de Maio, totaliza-se  em 35 pessoas. Destes, temos 16 óbitos registrados".
Para a enfermeira, é importante que a pessoa busque orientação, pois o exame de HIV é feito como qualquer outro, solicitado na requisição do Sistema Único de Saúde. "Os exames são feitos em laboratórios de análises clínicas. Já os medicamentos (antivirais) são fornecidos pelo SUS. O tratamento será de acordo com os exames de controle que os pacientes fazem no mínimo duas vezes as ano".

NÃO há contágio através de:
- Prática de esportes;
- Uso de piscina ou praia;
- Assento de ônibus ou picadas
de insetos;
- Uso de sabonete, toalhas ou lençóis;
- Doação de sangue ou aperto de mão;
- Uso de talheres, copos ou pratos;
- Utilização do mesmo banheiro;
- Beijo, saliva, suor ou lágrimas;
- Ar, abraços, tosse ou espirro.

As formas de contágio:
- Sexo vaginal, anal ou oral sem camisinha (o último, principalmente se o indivíduo tiver feridas na boca, como aftas);
- Uso de drogas injetáveis compartilhando agulhas;
- Tatuagem e piercing, se houver material contaminado;
- Transfusão de sangue com material contaminado;
- Instrumentos que cortam ou furam, não esterilizados;
-Transmissão da mãe para o feto
durante a gravidez.

Quatro em cada dez jovens dispensam uso de camisinha em relacionamento estável

Quatro em cada dez jovens brasileiros acham que não precisam usar camisinha em um relacionamento estável. Além disso, três em cada dez ficariam desconfiados da fidelidade do parceiro caso ele propusesse sexo seguro. A informação é da pesquisa Juventude, Comportamento e DST/Aids realizada pela Caixa Seguros com o acompanhamento do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
O estudo ouviu 1.208 jovens com idades entre 18 e 29 anos em 15 estados (Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás) e no Distrito Federal. As mulheres correspondem a 55% da amostra e os homens, a 45%.
Ao todo, 91% dos jovens entrevistados já tiveram relação sexual; 40% não consideram o uso de camisinha um método eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) ou gravidez; 36% não usaram preservativo na última vez que tiveram relações sexuais; e apenas 9,4% foram a um centro de saúde nos últimos 12 meses para obter informações ou tratamento para DST.
Os dados mostram que falta aos jovens brasileiros o conhecimento de algumas informações básicas, já que um em cada cinco acredita ser possível contrair o HIV utilizando os mesmos talheres ou copos de outras pessoas e 15% pensam que enfermidades como malária, dengue, hanseníase ou tuberculose são tipos de DST.
A pesquisa também mostra que o grau de escolaridade dos jovens também influencia na adoção de atitudes e práticas responsáveis em relação ao sexo seguro. Outra constatação é que ter pais ou profissionais de saúde como principais fontes de informação sobre sexo é um fator determinante para que os jovens adotem melhores práticas em relação a DST.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que os brasileiros com idade entre 15 e 29 anos representam 40% da população, totalizando 50 milhões de jovens. Levantamentos do Ministério da Saúde mostram uma tendência de crescimento de novas infecções pelo HIV nessa faixa etária desde 2007, chegando a 44,35 registros para cada grupo de 100 mil pessoas.

Um em cada quatro infectados pelo HIV no Brasil não sabem que têm o vírus
Entre 490 mil e 530 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, 135 mil, aproximadamente um em cada quatro infectados, não sabem que têm o vírus causador da Aids, de acordo com relatório divulgado recentemente pelo Ministério da Saúde e pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).
O levantamento mostra que a incidência da Aids no país, em 2011, foi 20,2 casos para cada 100 mil habitantes. No mesmo período, foram registrados 38,8 mil novos casos da doença, a maioria nos grandes centros urbanos.
Segundo o balanço, o coeficiente nacional de mortalidade caiu de 6,3 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2000, para 5,6, em 2011. Na última década, o país apresentou uma média de 11,3 mil mortes por ano provocadas pela Aids.
Uma campanha está sendo desenvolvida pelo Ministério da Saúde para alertar a população em geral, mas com enfoque nos grupos de maior vulnerabilidade, como homossexuais masculinos, travestis e profissionais do sexo. O governo também quer incentivar os profissionais de saúde a recomendar o teste aos pacientes, independentemente de gênero, orientação sexual ou comportamento.

O Rio Grande do Sul é o Estado com maior incidência da doença no país
No Rio Grande do Sul, Alvorada é a cidade gaúcha com maior incidência de Aids, em ranking divulgado pelo Ministério da Saúde no último dia 30 de novembro. O município tem 97,7 casos a cada 100 mil habitantes. Os dados do Ministério da Saúde se referem a 2011.
No balanço com municípios com mais de 50 mil habitantes, Alvorada é seguida de Porto Alegre (95,3 casos por 100 mil), Canoas (77,8), Uruguaiana (66,2) e Sapucaia do Sul (66,1).
O Estado é o que possui a maior incidência da doença no país, com cerca de quatro mil novos casos de Aids registrados no ano passado.
Com base em dados do Ministério da Saúde, no período entre 1980 e 2011 foram 63.842 casos notificados da doença no Estado, o que mantém o RS há dez anos, no topo do ranking nacional. 



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