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O verdadeiro significado da Páscoa

18/04/2019 - Por Jornal Semanal
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"[...] Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós"
1 Coríntios 5:7b

A Páscoa é uma festa judaica. Seu nome, "Páscoa", vem da palavra hebraica pessach que significa "passar por cima", uma referência ao episódio da Décima Praga, narrado no Antigo Testamento, quando o anjo da morte "passou por cima" das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. A razão foi que os israelitas haviam sacrificado um cordeiro, por ordem de Moisés, e espargido o sangue dele nos umbrais e soleiras das portas. Ao ver o sangue, o anjo da morte "passou" aquela casa. No entanto, ao passar por casas egípcias, não verificou o sangue nos umbrais e batentes, gerando um acesso sem impedimentos aos primogênitos do Egito, culminado em suas mortes. Naquela mesma noite os judeus saíram livres do Egito, após mais de 400 anos de escravidão. Moisés então instituiu a festa da "Páscoa" como memorial do evento. Nesta festa, que tornou-se a mais importante festa anual dos judeus, sacrificava-se um cordeiro que era comido com ervas amargas e pães sem fermento, como memória dos 400 anos de escravidão, amargosas em suas vidas no Egito.
Nos dias de Jesus estas celebrações atraiam milhares de judeus a Jerusalém, para realizarem seus atos pascoais em família.
Nos evangelhos há pelo menos três citações das páscoas que Jesus esteve presente, vejamos:  
A primeira, João 2:13
"Estando próxima à Páscoa dos judeus. Jesus subiu a Jerusalém."
A segunda, João 6,4:
Estava próxima a Páscoa a festa dos Judeus.
E a terceira, João 11:55-56
Ora, a Páscoa dos judeus estava próxima e muitos subiram dos campos a Jerusalém antes da Páscoa para se purificarem. Eles procuravam Jesus e diziam entre si: "Que pensais: virá ele a festa?
Cada uma destas três celebrações que Jesus participou, deu início a cumprimentos proféticos acerca de sua morte e ressurreição, todavia, trazia sobre si o maior evento de todos os tempos, a substituição dos pecadores por Cristo. 
Na visão paulina, a Páscoa é a nossa maior referência de salvação. O apóstolo Paulo não só acreditava, como defendia que Cristo, a nossa Páscoa, morreu em nosso lugar. 
Assim como o cordeiro morreu em lugar dos primogênitos de Israel, no Egito, Cristo sacrificou-se em nosso lugar no Calvário.
Portanto, hoje, os judeus celebram a Páscoa, e nós a vida. Os judeus celebram o sangue do cordeiro nos umbrais das portas e nós celebramos o sangue de Cristo em nossos corações.
Os judeus celebram com ervas amargosas, nós celebramos com espírito quebrantado.
Os judeus, naquela noite, atravessaram o mar vermelho, nós atravessamos da morte para vida.
Os judeus deixaram o Egito para Canaã, nós deixamos o mundo para Jerusalém celestial.

Pr. Moises de Oliveira Martins
Referências: 
Bíblia Shedd,  Edições Vida Nova, Russell 
Shedd, Almeida Revista e Atualizada.
Lições bíblicas da CPAD nº 4, a celebração da primeira Páscoa, uma jornada de fé, autor, Silas Daniel e Alexandre Coelho.
A morte de Jesus, Macarthur, John , livro ed. Cultura Cristã, páginas 36-53  



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