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O nosso entrevistado é George Rafael Kochhann

14/12/2012 - Por Yara Lampert
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O nosso entrevistado é George Rafael Kochhann, médico veterinário, formado no ano de 1995, pela CAV/UDESC, Lages-SC. Dedicado e muito competente, atua como associado na Unitec, atendendo animais de grande porte. Outro respaldo para George é a CAPRICHOS PET SHOP, onde é sócio-proprietário, juntamente com a esposa Jaqueline. Nesta entrevista, ele fala dos cuidados e principalmente do amor que devemos ter com nossos animais de estimação.

Sabe-se que os animais de estimação também sofrem com o calor. Quais os principais cuidados que devemos ter? 
Verão não combina com roupinhas e pelos compridos. Aqueles cães de pelos longos, cuja raça permite tosa, devem ser mantidos com os pelos curtos, e naqueles cuja tosa não é recomendada, pode-se tosar apenas a barriga, parte do peito e face interna das perninhas, para minimizar o calor, sem interferir na estética. No verão, o consumo de água aumenta, então ela tem que estar limpa, fresca e disponível sempre em quantidade suficiente. Passeios durante os horários mais quentes devem ser evitados. Banho é bom e refresca, mas cuidado com as doenças de pele, pois umidade e calor também não combinam. Dica: SOMBRA E ÁGUA FRESCA.

Quanto aos animais domésticos de estimação, quais os indicados para dentro de casa e para o pátio?
Existem cerca de 250 raças de cães (ou variações de raças), dispostas em onze grupos, conforme suas aptidões; várias raças de gatos e várias outras espécies de animais domésticos e exóticos. Não há como dizer qual é o melhor e qual é o pior. De modo geral, animais grandes comem mais, sujam mais e dão mais trabalho. Existem espécies e raças mais agitadas, mais calmas, maiores, menores, de pelos longos, de pelos curtos, que soltam pelos, ou não, que não sobem escadas, que fazem barulho... Mas não adianta escolher um pet pelas suas características e não gostar dele, ou não se apegar a ele. Escolha a raça ou tipo de pet que lhe agrada e, antes de adquirir, pesquise sobre suas características, limitações, defeitos e necessidades, pondere tudo isso e decida tê-lo ou não, sabendo que é uma escolha definitiva, sem devolução e nem botão de liga/desliga.  Conselho?  Não importa a espécie, raça ou tamanho. Tudo depende da sua disposição em limpar, tratar, escovar, passear e cuidar. Depende do quanto você está disposto a se doar, já que ele vai se doar completamente a você. Esta é a ideia da POSSE RESPONSÁVEL.

E para as crianças, quais os mais indicados?
Quando o assunto é interação entre criança e cão, temos que lembrar sempre que o labrador e o boxer são muito dóceis, porém são grandes e podem ser brutos com criança pequena. Pinscher é pequeno e não é bruto, mas pode ser agressivo. Cães muito grandes são brutos, muito pequenos são delicados. Raças usadas para guarda, podem ser usadas, mas com muito critério. Assim, prefira os de porte médio e dóceis, lembrando que existem os fatores citados na questão anterior, que também devem pesar na escolha. A chave da boa convivência é a supervisão de adultos e o modo como a criança se porta diante do cão. Via de regra, a agressão é uma resposta a um estímulo, gesto ou atitude equivocada. Daí a importância de ensinar a criança como relacionar-se com o cão. E quem disse que tem que ter raça definida? Vira-latinha vai muito bem com criança e tem vários esperando para serem adotados.
Muitos vão além do carinho, do tratar bem e das necessidades básicas e tratam seus animais de estimação como filhos, netos. Fale um pouco sobre esta relação...
Sou suspeito para falar sobre este assunto, pois há poucos dias doei um cãozinho de rua que já estava aqui em casa há algum tempo, à espera de um novo lar. Confesso que a despedida foi triste. Sempre tive cães e trato a todos quase como membros da família, me apego muito a eles, e com certeza, eles a mim. Porém, sei que são animais de estimação, que estes sentimentos têm limites. Mesmo sabendo que existe, entre outras, a equoterapia (terapia envolvendo equitação) e a TAC (terapia assistida por cães), que tratam da reabilitação física, mental e emocional de pessoas através do contato com os animais, não consigo ver com bons olhos o uso de animais para repor perdas, ou substituir alguém, por mais queridos e fofinhos que sejam nossos pet's. Pessoas são pessoas, pet é pet e família é família. E família é sagrada. Além disso, tem o outro lado da moeda. Como o cão interpreta isso? Tenho exemplos de cães que não aceitam o convívio com outros cães, talvez por se acharem superiores, justamente por conviver somente com pessoas. Não ficam brabos e nem brigam com outros cães, mas ficam magoados com o dono e se ofendem por serem tratados como cão. Tenho certeza que este tratamento não é saudável nem para os cães e nem para seus donos.

Com as festas de final de ano, os animais de estimação também ganham tratamento especial de seus donos. O que é mais comum neste período?
Já podemos ver por aí cãezinhos desfilando com roupinhas de duende ou com gorro do papai-noel. Topinhos, gravatinhas e lacinhos com cores natalinas já estão por aí. Daqui a pouco serão adereços brancos, alusivos ao réveillon. São mimos e um tratamento especial dado ao dono do cão, pois quem aprecia, não é o cão, mas quem convive com ele. Banhos, roupinhas novas, brinquedos, guloseimas e passeios estão entre os mimos que os cães aproveitam de fato. E este tipo de tratamento reflete o quanto eles são queridos por seus donos, pois querendo ou não, eles precisam e merecem. Dica: Dê guloseimas próprias para cães. Panetone, nem pensar. Cuide da saúde dele. Quanto às roupinhas, a palavra chave é CONFORTO. Antes de ser bonita, a roupinha tem que ser confortável.

 Neste período muitas famílias entram em férias. Alguns optam em deixar seu animalzinho no hotel da Caprichos. Quais os serviços que o hotel oferece?
A ideia é fazer com que o hóspede se sinta em casa, ou o mais próximo a isso que pudermos conseguir. Para tal, temos ambientes distintos para recriar um pouco do que ele tem em casa. Poltronas, almofadas, brinquedos, área interna e externa com calçada e grama, banhos de sol e cafuné, tentando manter o contato humano e de outros cães com o hóspede. Para "cães de pátio", temos amplo espaço externo com muita grama e canis grandes com calçada e grama para aqueles que necessitam ficar em canil. Sempre que possível, o hóspede vem com sua malinha, inclusive, incentivamos esta prática, afinal, sua cama, sua coberta, seu bebedouro e comedouro, sua ração favorita e seus brinquedos aceleram a adaptação do hóspede ao seu lar provisório e até peças de roupa com cheiro do dono são bem vindas. Antes de trazer seu cão, o cliente é convidado a visitar o hotel e conferir onde seu cão vai ficar e a aceitação tem sido muito boa.

Quais suas ponderações finais aos nossos leitores?
POSSE RESPONSÁVEL: Criando seu animal de estimação como alguém da família ou não, devemos ter claro que a escolha de tê-lo é nossa e temos que arcar com as consequências, haja o que houver. Nossos animaizinhos dependem de nós para se manterem saudáveis, nutridos e felizes. Essa é a nossa parte e temos que fazê-la com responsabilidade. 



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