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O trânsito de Três de Maio

14/01/2013 - Por Jornal Semanal
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Gustavo Griebler*

Certa vez li que somente se dá conselho a quem se pede. No entanto, estou tentado há muito tempo a falar do trânsito de Três de Maio, mais especialmente da parte central do município, onde há maior fluxo (ou tentativa de fluxo). Não sou nenhum especialista em trânsito, limito-me a observar algumas situações e ver como poderia ser diferente, algumas vezes em comparação com outras cidades pelas quais circulo e vejo que as coisas funcionam.
Algumas vezes, parece tudo, o trânsito de Três de Maio, menos trânsito, pois o dicionário Aurélio nos ensina que o mesmo remete à ideia de movimento, circulação, e não é isso que se vê. É uma imensa bagunça algumas vezes, especialmente nos horários de pico. Carros parados esperando para fazer o retorno ou para entrar na vaga de estacionamento que outro está deixando, veículos que não se entendem nas rotatórias, piscas que não são ligados, pedestres atravessando fora da faixa, bicicletas entre pessoas e carros. Ufa. Pense na bagunça.
É algo que já estava previsto há tempo. A facilidade do crédito e consequentemente de comprar veículos fez com que as famílias passassem a ter mais de um carro. Em algumas famílias, há um carro para cada integrante da mesma. Até porque o carro hoje para muitos talvez se transformou do mero instrumento de transporte para o de status. As próprias marcas vendem este conceito.
O tráfego aumenta, mas as ruas mantêm-se, não aumentam. E não há o que fazer neste sentido. O que há de ser feito é ser melhorado o fluxo e o lugar para estacionar-se. Em primeiro lugar, que se retirem os retornos. Isso tranca muitas vezes o fluxo. Em cidades grandes, anda-se muito algumas vezes para se retornar ou para converter-se à esquerda ou direita. Não precisamos de retornos a cada esquina. 
O estacionamento poderia ser pago, por mais reclamações que gerariam. Mas como trânsito é sinônimo de movimento não cabe deixar um carro o dia inteiro estacionado em uma vaga. Com estacionamento pago, a pessoa até poderia fazer isso, mas sabe que a conta seria alta no final do dia. Também há de se pensar na rotatória principal da cidade, na qual convergem as ruas Uruguai, Pasqualini, Horizontina, de se voltar com os semáforos. Dessa forma, os avisos de parar poderiam ser respeitados.
Outra ferida a ser tocada são as condições das vias principais do município. Veem-se os problemas quando as chuvas se intensificam, e os buracos surgem. É necessário um projeto que recupere todas as vias, com reconstrução das mesmas, e não somente operações tapa-buracos. 
Bem, o desafio é grande para o departamento de trânsito do município. Mas sei que pessoas competentes aliadas a bons projetos podem melhorar nosso trânsito, devolvendo ao termo sua significação de movimento.

* Mestre em Educação nas Ciências. 
Professor de Ensino Superior da Setrem



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