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Opinião

15/02/2013 - Por Jornal Semanal
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O próximo Papa

Gustavo Griebler*

Já ouvi dizer por aí que religião, política e futebol são coisas que não se discutem. Aceitam-se os gostos de cada um. No entanto, tenho de falar sobre religião, no caso sobre papado, já que a eleição de um novo líder da Igreja não é frequente. A renúncia do papa Bento XVI abriu uma possibilidade no presente momento mundial para um cenário que eu vislumbrava em 2005, quando da sua eleição para Sumo Pontífice. Trata-se no meu entender de uma nova Era para a Igreja com relação ao seu líder principal, que seria a possibilidade de colocação no poder de um papa latino-americano ou africano.

Creio que o mundo necessita de uma nova visão, para além da visão europeia que o papado tem tido. Apesar da crise europeia, problemas, especialmente sociais, continuam a existir na América Latina e África. Por isso, a necessidade de um papa de fora da Europa.

Apesar dos problemas que temos nesses dois continentes, o Brasil, em especial, tem se apresentado forte no cenário mundial economicamente, vivenciando um novo momento perante as ditas grandes e tradicionais economias mundiais da metade norte do Globo. Isso é mais um motivo para a Igreja pensar em pôr um brasileiro como líder católico. Vivemos uma ascensão em nosso País.

Penso que o papel de um papa vai muito além de somente representar a Igreja. Ele tem de levar a sua mensagem de fé por todos os cantos do globo, ter uma interlocução com todos, sem exceção, e procurar promover o bem geral alicerçando-se nos valores religiosos. Assim sendo, a Igreja não poderia ir contra os avanços da ciência. Se há uma vacina para uma determinada doença ou um novo método contraceptivo, a Igreja teria de abraçar a causa e não condenar. É a vida humana que está sendo avaliada.

Minha torcida é para um papa brasileiro. Se não der, que seja de outro país da América Latina ou africano. É necessário algumas vezes um novo pensamento, um novo ideário no poder. Reformulações, readequações são importantes. Como católico, desejo sabedoria aos cardeais que farão a escolha do novo líder da Igreja Católica.

* Mestre em Educação nas Ciências.
Professor de Ensino Superior da SETREM


Entender a vida

Carlos Alex Fett*

"A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal". A frase, de Machado de Assis, nos remete a entendermos que os percalços que enfrentamos são oportunidades de reavaliação de conduta. Montanhas imaginárias, que simbolizam problemas a serem superados, sempre nos proporcionarão, após atingirmos seu cume, uma visão que não tínhamos da vida até então. Enxergar do outro lado da montanha é entender que depois da barreira superada, saímos mais fortes e experientes, visualizando um novo homem dentro de nós mesmos. A busca por entender os porquês da vida é uma arte, que aperfeiçoamos com persistência e determinação, mescladas com a humildade em reconhecer os próprios limites; trabalhando-os para torná-los virtudes. Aprendemos com isso a lidar mais serenamente com as dificuldades e adversidades provenientes da vida em sociedade. E então, conseguimos enfrentar com coragem o constante vai-e-vem de elevações e quedas da vida que atinge a todos. Conhecendo-nos mais, compreendendo o que nos faz bem e mal, e aproveitando as consequências de nossas atitudes, definimos as causas e os seus efeitos do que nos faz sorrir ou chorar. Escolher um caminho a trilhar, a partir de então, é uma opção nossa. Nunca de outro. Quando colocamos a possibilidade de ser feliz ou triste nas costas de quem nos rodeia é porque ainda não entendemos a vida. Omissos, deixamos a responsabilidade de nosso crescimento pessoal para nosso cônjuge, pais, filhos, amigos. Cremos inconsequentemente que nossa vida seria melhor se o trânsito fluísse a contento; se os políticos fossem mais sensatos; se o patrão nos valorizasse mais ou se os funcionários doassem-se constantemente. E desta forma a vida que somente nos pertence fica à mercê do alheio. E nós? O que nos cabe naquilo que é nosso, não dos outros: a oportunidade de desenvolvimento pessoal e espiritual?
Quebrar paradigmas é uma ação corajosa! E um dos mais arraigados em nosso ser é o pensamento que a vida gira em torno de nossos desejos e ambições. E assim, dependemos demais do que os outros fazem para nós, ou ao redor, para que tenhamos a sensação de bem-estar. Comodismo com a própria falta de ação leva à estagnação pessoal. Resultado: a vida não é compreendida. Esperamos algo que ela não pode dar: passos por nós mesmos... "Nosce te ipsum" - Conhece-te a ti mesmo". Este pensamento Grego descrito no Templo de Delfos, base de ensino do filósofo ateniense Sócrates há milhares de anos, continua atual e necessário. Significa que temos que conhecer nossos limites e virtudes; sermos capazes de rever conceitos; e aprender mais e sempre. Refletindo sobre este conselho, temos a oportunidade de compreender os motivos pelos quais há dificuldades de relacionamento e compreensão da própria existência. E também incentiva-nos a ter coragem em fazer uma viagem dentro de nós mesmos, analisando se temos feito por merecer o bem que desejamos. Bastaria abrirmos os olhos e enxergarmos o que temos feito, excluindo o egocentrismo e sendo mais assertivos nas decisões que tomamos para que a vida naturalmente nos trouxesse compreensão. Mas abrir os olhos sobre si mesmo nem sempre é fácil. Ocultar deficiências dá menos trabalho. Porém, cedo ou tarde a verdade sai do poço, sem perguntar quem está à borda. Aí, teremos que agir, para que esta verdade não nos faça chorar. E sim, sorrir! Qual é nossa escolha? "As pessoas são muito complicadas. Mas se fôssemos simples não seríamos pessoas...", diz Saramago.

*Carlos Alexfett
Consultor Empresarial (ca.fett@hotmail.com)




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