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Produção de uva é alternativa pouco usada por produtores na região

01/03/2013 - Por Jornal Semanal
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Apesar de a produção girar em torno de 1,5 toneladas na região, o cultivo de uva ainda é pouco se comparado a outras regiões do Estado. Nos 45 municípios de abrangência da Emater/RS-Ascar, na região administrativa de Santa Rosa, em torno de 115 ha são cultivados com uva, por aproximadamente 460 produtores, no total. Ou seja, são aproximadamente 10 produtores por município e uma média de três hectares por produtor. Segundo estimativas da Emater Regional a safra deve ser fechada em 12 toneladas/ha este ano.


Produtor aposta na uva e resgata cultura agrícola
Apesar de morar na cidade,  Milton Baú e a esposa cultivam a tradição do pai de Milton e  produzem uvas na propriedade agrícola, localizada em Km 10, interior de Três de Maio. Há oito anos Milton iniciou o cultivo de uvas, com incentivo da Emater para diversificar as produções e também agregar renda.
Hoje ele trabalha com dois hectares de parreiral e já está ampliando a área, além de buscar auxílio da tecnologia. Ele comprou um trator específico para trabalhar no parreiral. "Antes fazia tudo com máquina nas costas, como o tratamento das plantas e a prática de roçar".
Milton relembra que antigamente as festas, principalmente no interior eram regadas a vinho, e as produções eram maiores. Já nos anos 70, com a intensificação da produção de trigo e soja, os agricultores foram eliminando aos poucos os parreirais. "Em 1975, quando meu pai faleceu acabei eliminando o parreiral também, só deixei um pouco para consumo. Mas com o tempo retornei as minhas origens, e tento manter variedades de uvas cultivadas na época dele, que hoje é a mais vendida para consumo in natura".


Queda na produção
Os números da safra de uva 2013 no Estado ficou  em torno de 630 milhões de quilos, uma queda de 10% em relação ao ano passado, devido à incidência de chuvas. Em qualidade, no entanto, as uvas têm apresentado boas condições de sanidade e graduação de açúcar observadas nas variedades viníferas colhidas até o momento. Outra marca deste ciclo é a colheita antecipada: chegou de 10 a 15 dias antes, em função das altas temperaturas registradas no período de maturação.
Milton terminou de colher no início de janeiro, colheita que antecipou 20 dias em relação à colheita passada, resultando em sete mil quilos de uva. Uma queda de 25% em relação à safra passada, segundo a avaliação do produtor, que justifica a perda devido a geada que atingiu a plantação na fase de florescimento. A média anual do vitivinicultor é de 10 mil quilos.
Em contrapartida o clima colaborou na época da maturação para aumentar o graduação de acúcar da uva, fator resultante em um excelente vinho.


Bons frutos rendem bons produtos
Com a produção das variedades Bordô (vinho tinto), Pinot Blanc (vinho branco doce), Vênus (sem semente, consumo in natura e geleia), Rubia, entre outras brancas e rosas, Milton destina a colheita ao consumo próprio e para comercialização. O que ele não transforma em vinho é vendido para consumo in natura na cidade e na propriedade, no interior.


Produtor quer criar cantina para turismo rural
O viticultor três-maiense revela um sonho de transformar a propriedade em Km 10 em ponto para o turismo rural, com a criação de uma cantina destinada a comercialização de vinhos, uvas, comidas italianas, entre outros. "Este é um sonho antigo, quero, além da cantina, disponibilizar um lugar agradável de contato com a natureza, pois muitas pessoas recomendam que deveria criá-la, já que há pessoas visitantes da região buscam um espaço assim".





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