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Clima desfavorável diminui a produção de tomate

01/03/2013 - Por Jornal Semanal
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O clima não colaborou com o cultivo do tomate em todo o país. Conforme o engenheiro agrônomo da Ascar/Emater-RS Fábio Karlec, o excesso de chuvas no período de desenvolvimento, as altas temperaturas e a ocorrência de doenças prejudicaram a frutificação, ocasionando abortamento dos frutos.
Outro fator que contribui para a queda da produção, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), é a redução de 17,5% na área cultivada em 2012/13 frente à safra 2011/12. Deste modo, a atual safra está com produção abaixo da esperada, tanto no Estado quanto em outros centros produtores do Brasil, os quais destinam parte da produção para atender a demanda por aqui. O resultado disso é a alta nos preços.

Produção x consumo
A produção do tomate de mesa pode ser uma boa opção de renda. Apesar disso, poucos são os produtores na região Noroeste do Estado. "Aspectos culturais e afinidade pela cultura, problemas fitossanitários (tratamento para combater organismos vivos) e concorrência com a produção de outros centros produtivos de outros estados influenciam para a região não ser um centro produtivo forte", explica Karlec. Apesar desses fatores, o engenheiro agrônomo destaca que a cultura ainda é uma boa alternativa para os produtores da região.
Para se ter uma ideia, de acordo com o último levantamento da Emater, em 2011 foram produzidas 100 mil toneladas de tomate no Rio Grande do Sul. E conforme a última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada pelo IBGE entre 2008 e 2009, a aquisição per capita de tomate é a que mais cresceu à medida que a renda subiu. Enquanto a classe baixa consumiu em média 3,7 kg/pessoa de tomate em 2008, as classes média e alta consumiram, respectivamente, 5,2 kg/pessoa/ano e 7 kg/pessoa/ano. Ainda, segundo o POF/IBGE, o brasileiro consome 6,5 g/dia de tomate, muito mais que outros alimentos, como couve (3,8 g/dia), alface (3,6 g/dia) e cenoura (0,9 g/dia).







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