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Chuva aumenta o risco de epidemia de dengue

28/03/2013 - Por Jornal Semanal
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Em Santa Rosa são 24 casos confirmados, em Horizontina dois. Três de Maio teve um caso importado em fevereiro e outro está sob investigação

Conforme o último levantamento da Secretaria Estadual de Saúde, o Rio Grande do Sul registrava até 23 de março, 178 casos de dengue em 2013, sendo 82 autóctones (contraídos no Estado) e 96 importados. Mesmo com o surgimento de novos casos, a secretaria afirma estar com a situação sob controle e investe em medidas de prevenção para evitar a proliferação da doença. Para a chefe da divisão de vigilância epidemiológica da secretaria, Marilina Berciniara, o aumento do número de casos corresponde ao reflexo de todo o país, não podendo ser considerado uma epidemia no Estado.
O número de casos de dengue apurados até a data é 20,49% superior ao registrado em todo o ano passado, quando 122 pessoas contraíram o vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegpyti.


Região já registra cerca de 30 casos confirmados

Na região Noroeste, na área de abrangência da 14ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), a secretaria estadual de Saúde informa que a maioria dos municípios está infestada com pelo menos um foco do mosquito.
Sob o risco de epidemia está o município de Santa Rosa, que tem o segundo maior número de casos de dengue no Estado. São 24 casos, só perdendo para Porto Alegre, que tem 99 (dados até quarta-feira). Conforme balanço divulgado pela prefeitura de Santa Rosa, são 23 casos autóctones (contraídos no município) e um importado. Em todo o ano passado, foram 14 casos no município.
Nesta semana foi confirmado o segundo caso de dengue, importado, no município de Horizontina. Outros dois casos suspeitos estão sob análise. Segundo o coordenador da equipe de Epidemiologia, Alan Tiago Israel, a preocupação aumenta ainda mais e o alerta deve ser redobrado.


População deve colaborar para evitar focos

Em Três de Maio, segundo o coordenador dos agentes de endemias Carlos Alberto Baggio, este ano foi confirmado um caso importado de dengue, em fevereiro, de uma pessoa que viajou ao Mato Grosso. Atualmente, apenas um caso suspeito está sendo investigado.
Até o momento, foram encontrados 80 focos positivos. O município conta com 9,4 mil domicílios, que estão sendo visitados pelos agentes de endemias, conforme cronograma. "Os agentes fazem a averiguação nas casas dos locais com água parada. As larvas encontradas são coletadas. Temos um laboratório próprio para fazer a análise na hora, que confirmam se é larva do mosquito da dengue ou não".
Conforme Baggio, o maior número de focos encontrados está concentrado nos bairros Jardim das Acácias, Oriental, Planalto, Glória, Medianeira e no centro da cidade. "As chuvas favorecem a proliferação do mosquito, que encontra na água parada, especialmente em potes de flores e nas caixas d´água, os melhores ambientes para reprodução", alerta.
O coordenador alerta que toda a cidade corre o risco de epidemia de dengue, desde que tenha foco positivo do Aedes Aegypti. "Onde existe o mosquito contaminado, pode haver epidemia. A melhor dica é a conscientização das pessoas, no sentido de acabar com os depósitos de água parada".
Vale lembrar que os principais sintomas da doença são febre alta, dores no corpo e nas juntas, náuseas, e em alguns casos, diarréia. Não há sintoma respiratório e isso diferencia a dengue da gripe ou virose.



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