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Cotrimaio apresenta Plano Safra Soja

28/03/2013 - Por Jornal Semanal
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Cooperativa apresentou o plano para a safra 2013 na manhã de quarta-feira, 27

A Cooperativa Agro-pecuária Alto Uruguai (Cotrimaio), apresentou na manhã de quarta-feira, 27, o Plano Safra Soja para 2013. O destaque deste ano é a parceria entre a cooperativa e a Petrobras. Conforme o presidente liquidante da Cotrimaio, Silceu Dalberto, além de pagar a soja, a Petrobras vai pagar 10% da conta que o produtor tem em haver da Cotrimaio. "Estabelecemos uma forte parceria com a Petrobrás para garantir a sua Safra de Soja. O produtor vai entregar a soja para a Cotrimaio e ao mesmo tempo vamos trabalhar para armazenar, limpar, secar e, quando o produtor autorizar, vamos passar para a Petrobras", explicou Dalberto.
Para receber o valor a mais, o produtor deverá entregar toda a sua produção na cooperativa, destacou o presidente. "O produtor que vai trazer toda sua produção para a Cotrimaio e tem em haver da cooperativa, vai receber pela produção e mais 10% do que a Cotrimaio está devendo para ele", completou.
Segundo o diretor-executivo da Cotrimaio Vanderlei Cadore, a parceria com a Petrobras é uma alternativa encontrada pela administração para contornar os gargalos logísticos que os portos brasileiros estão enfrentando no escoamento da safra. Segundo ele, 80% do estoque da cooperativa serão repassados para a estatal, que vai utilizar a soja para produzir biodiesel.


O plano

O presidente Silceu Dalberto afirmou que "a política adotada é de que grão paga grão. Soja vai pagar soja. O produtor vai poder entregar a soja na cooperativa com todas as seguranças jurídicas e fiscais".         O advogado da Cotrimaio Roberto Davis esclareceu que os produtores que entregarem a safra na cooperativa estão protegidos juridicamente. "A Lei das Sociedades Cooperativas estabelece que a entrega de produção não configura operação de mercado, ou seja, compra e venda. Ao entregar sua produção na Cotrimaio, a propriedade do grão permanece sendo do produtor. A Cotrimaio deverá realizar as operações características da armazenagem, secagem, limpeza, etc. e, exclusivamente mediante ordem do produtor, realizar a venda dos produtos por sua conta e ordem quando da fixação do preço", explicou.
Davis também garantiu que eventuais ações contra a Cotrimaio, neste momento, estão suspensas por dois anos. Segundo ele, poucas empresas credoras entraram na justiça contra a cooperativa. "Há consenso em respeitar-se a determinação legal contida no artigo 76 da Lei 5764/71, quanto à suspensão por um ano (prorrogável por mais um ano) de todas as ações judiciais contra a cooperativa em liquidação. Assim sendo, salvo raras exceções, a Cotrimaio não deverá sofrer muitas ações judiciais nos próximos dois anos", afirmou. Atualmente, conforme Dalberto, a capacidade de armazenagem da Cotrimaio é de 360 mil toneladas de grãos.

"A política adotada pela cooperativa é de que grão paga grão. Soja vai pagar soja. O produtor vai poder entregar a soja na cooperativa com todas as seguranças jurídicas e fiscais".
S
ilceu Dalberto - presidente liquidante da Cotrimaio



Novos caminhos

Depois da crise econômica de 2008, que atingiu em cheio a cooperativa, muitas dívidas foram acumuladas. Para contornar a situação, desde janeiro a Cotrimaio decretou liquidação extrajudicial com continuidade dos negócios. Dalberto acredita que em três anos a Cotrimaio vai voltar a ser uma grande cooperativa. "Sei que preciso reconquistar a confiança dos produtores e estou aqui para isso. Dois anos a Cotrimaio está segura. Nenhum bem vai a leilão e nenhum patrimônio será tomado neste período. Primeiro vamos pagar o associado da Cotrimaio, depois renegociar as contas com terceiros", declarou.
A cooperativa está elaborando um plano de recuperação, o qual deverá ser apresentado em assembleia geral extraordinária no final de abril. O advogado Davis ressaltou que foram corretas as medidas tomadas na assembleia geral, que determinou a liquidação como continuidade do negócio. "A liquidação protegeu o interesse dos produtores/associados, tanto na preservação do patrimônio da cooperativa, como, especialmente, proteção aos créditos dos produtores", avaliou.
Segundo ele, a liquidação também propiciou uma mudança radical na conduta comercial da cooperativa, na direção de realização de negócios com margens fixas, o que eventualmente reduz a possibilidade de resultado, mas que, em contrapartida, determina segurança para os produtores associados.
À frente da Cotrimaio há setenta dias, Silceu Dalberto agradece a confiança dos associados. "Quero agradecer a confiança depositada em mim por todos os associados da Cotrimaio para dar continuidade aos trabalhos e reerguer a Cotrimaio", declarou. E, ainda, ressaltou a segurança do Plano Safra 2013. "Eu garanto o pagamento da safra e peço o apoio dos produtores da região para trazer a soja para a nossa cooperativa. Vamos juntos levantar a Cotrimaio com segurança e tranquilidade e futuramente comemorarmos as vitórias", destacou.

"Há consenso em respeitar-se a determinação legal contida no artigo 76 da Lei 5764/71, quanto à suspensão por um ano (prorrogável por mais um ano) de todas as ações judiciais contra a cooperativa em liquidação. Assim sendo, salvo raras exceções, a Cotrimaio não deverá sofrer muitas ações judiciais nos próximos dois anos", afirmou.
Roberto Davis - advogado da Cotrimaio



FOTOS: EDUARDO ERTHAL


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